Dia da União, dia do Yoga

21.6.17


PT
O dia 21 de Junho é sempre um dia que recebemos alegremente no hemisfério Norte. É a chegada oficial do Verão, o solstício que acontece todos os anos, quando os dias são maiores e quentes e a luz e o sol são uma certeza. Pois este ano vai ainda ser mais especial, pois comemora-se o dia internacional do yoga, com a chancela das Nações Unidas.

O primeiro-ministro indiano Narendra Modi decidiu partilhar, desde o ano passado, uma tradição que é de raízes hindus, e tornar este dia para o mundo, para o yoga, para a união desta prática ancestral com a mais do que necessária transformação moderna. 
Assistimos a tantas e constantes mudanças no planeta, há uma energia instável por todo o lado, sentimos o quente no ar. Aqui em Portugal sentimos ainda a dor do que aconteceu em Perdigão Grande. Ainda ontem escrevi pela Sara e por todas as Saras que foram apanhadas pelas chamas desmesuradas do fim-de-semana. 
Temos de nos manter fortes e abrir a consciência. Não continuar a ser parte do problema. Sim, somos parte do problema, todos os dias. 
E também tudo o que nos rodeia vai continuar, seja a morte de inocentes, seja a instabilidade financeira, sejam as guerras, seja o destruir do nosso planeta lindo. Os interesses do mundo têm uma visão muito pequena do que é a vida. Vamos deixar de compactuar. É tempo de acordar e fazermos a mudança individual e levar a consciência e ir para um nível superior. O yoga é um caminho poderoso para este salto. A Sara é exemplo disso. 
Hoje sabemos que esta prática é uma forma de nos conectarmos com a essência e raiz e sermos uma expressão do divino. Yoga significa união. É preciso unirmo-nos. Comece consigo, pratique e sinta a energia do seu corpo e mente a abrir. Os dias começam a ser diferentes. Depois é levar a prática para a família, trabalho, comunidade e mais. Porque yoga é para todos, não é apenas para os corpos magros e flexíveis. Isso quase nem existe. É para todos, de professores a empresários, políticos e cientistas, facilitadores. Já não é uma prática para apenas alguns, é uma forma de estar e de viver. Ainda pensa que é uma moda? 
Em que momento esteja, comece, experimente, aproveite esta celebração que é universal. Conhece um estúdio perto de sua casa mas nunca entrou? Entre, vá conhecer. Faça um compromisso consigo próprio e dê um mês a este passo. Não desista, não deixe a mente ser superior, sempre que a mente der uma desculpa, é o ego a falar. Se resistir vai inspirar-se pela transformação que vai drasticamente melhorar o seu inteiro life-style.
Ou medite 5 minutos, sente-se numa posição confortável e respire, conecte com a sua respiração. Ou vá dar um passeio e usufrua da natureza, não pense nos mesmos problemas a toda a hora, eles vão lá estar mas mude a sua forma de olhar para eles. 
Se tem um estúdio, é professor, junte uns amigos e pratiquem juntos, criem a energia divina e partilhem este momento com o mundo. Onde quer que esteja, este é o dia e o momento para sermos yogis modernos e sermos a nossa melhor versão – seja como mãe, como profissional, como empresário ou como agente transformador. 
Aqui fica o desafio. Faça o dia 21 de Junho o seu dia também. 
O dia em que nos vamos oferecer o prazer de sermos felizes, completos e capazes e vamos tornar possíveis os nossos sonhos. O dia em que vamos dar espaço aos nossos obstáculos e ir além do tapete. Praticar para a mudança.

EN
June 21st is always a joyfully received day in the Northern Hemisphere. It is the official arrival of summer, when the days are the longest, when hot and the light and sun are a certainty. 
A year ago, the Indian Prime Minister Narendra Modi has decided to share a tradition that is of Hindu roots, and created this day for the world, for yoga, for the union of this ancestral practice with more than necessary modern transformation.
We witness so many and constant changes on the planet, there is an unstable energy everywhere, we feel the hot in the air. Here in Portugal we still feel the pain of what happened in Pedrogão Grande. Just yesterday I wrote in the name Sara and for all the ones who were caught up in the overpowering flames of the weekend.
We have to stay strong and rise our conscience. Stop to be part of the problem. Yes, we are part of the problem, every single day.
Everything around us will continue, whether the death of innocents, financial instability, wars, or the destruction of our beautiful planet. The interests of the world have a very small vision of what life is ll about.
It is time to wake up and make the individual change into consciousness. Yoga is a powerful way to jump. Today we know that this practice is a way of connecting with the essence and root and being an expression of the divine. Yoga means union. We need to unite. Begin with yourself, practice and feel the energy of your body and mind. The days start to be different. Then share the practice with family, work, community and more. Because yoga is for everyone, it is not just for lean and flexible bodies. That hardly exists. It is for everyone, from teachers to entrepreneurs, politicians and scientists, facilitators. It is no longer a practice for only a few, it is a way of being and living. 
Enjoy this UNIVERSAL celebration. Do you know a studio near your house but never entered? Go in and try out. Make a commitment to yourself and give one month to this new step. You will be inspired by the transformation that will drastically improve your entire life-style.
Or meditate for 5 minutes, sit in a comfortable position and breathe, connect with your breathing. Or go for a walk and enjoy nature, do not think of the same problems all the time, they will be there anyways, change the way you look at them.
If you have a studio, you are a teacher, join friends and practice together, create the divine energy and share this moment with the world. Wherever you are, this is the day and the moment to be modern yogis and be our best version - whether as a mother, as a professional, as an entrepreneur or as a transformative agent.
Here's the challenge. Make the 21st of June your day.
The day we are going to offer ourselves the pleasure of being happy, complete and capable and we will make our dreams possible. Practice for change.


Namaste querida Sara

20.6.17





































PT
Não estava em Portugal no dia da trovoada seca, nem soube de nada até domingo à hora do almoço. quando li mais de 50 mortos não queria acreditar, já era demais.. afinal até já eram mais de 60   mortos e mais muitos feridos mas entre malas, viagens, rádios alemãs a falar em Blitz pouco mais sabíamos... 
quando li e percebi a escala não consegui mais, de repente parece que começamos a ouvir os gritos e sentir as dores, a sentir o peso do desastre que por ser tão perto nos toca de forma diferente. ao aterrar em portugal via-se o fumo no céu, sentia-se o cheiro a queimado, o calor demasiado quente e seco, a energia forte, quente, pesada. 
não quis ver televisão porque já sei o que é, fiquei-me pelas fotos e li alguns artigos sobre «o que se estava a passar....» 
nenhuma de nós dormiu bem, a Carlota veio ter comigo, o calor era demais, não tínhamos tido tempo de nos habituar a 40ºC assim de um dia para o outro. 

não foi senão quando nem 7 da manhã eram que, na procura de mais pormenores sobre o que tinha corrido mal, vi um sorriso que tão bem conheço no meio das histórias dos fogos, pensei, não, não é a mesma Sara, não pode ser, ela tem outro nome, mas parece ela, vou ver, investigo, chego depressa à conclusão que era mesmo a Sarinha, uma menina linda, doce, de sorriso contagiante, daquelas portuguesas que dizia que estava sempre tudo bem, acabada de casar e que me ia visitar a Bali, que ficou feliz com o meu livro, com um coração de ouro e um irmão lindo que em tempos foi meu professor de yoga, ficamos conectados até hoje e a Sara... não quis acreditar.
Afinal dos mais de 60 mortos havia um rosto para mim, uma vida que me era próxima.. foi então que senti a dor como se a Sara pedisse ajuda e eu já não a conseguisse ajudar e entre a minha impotência e o sofrimento da Sara pouco mais ficava do que uma lágrimas de incompreensão porque a Sara era linda e nova demais nos seus 33 para partir assim...
ainda esperei que o Marco me dissesse que não, que ela estava bem mas, no seu sempre tom carinhoso e coração puro, de quem sabe que a vida é feita para aceitar, afinal me diz que sim, que ela gostava de mim e que lhe dizia que mantínhamos o contacto.. mas afinal a visita a Bali com o Duarte não chegou a acontecer.. 
querida Sara, hoje estive ao teu lado, recordei-te como me lembro de ti, sorridente e carinhosa, sempre atenta aos outros, dedicada à família. entreguei-te a minha prática e homenageei-te nas minhas aulas, foi o pequeno contributo que podia oferecer à tua alma de anjo. também uma yogini no coração que levou o yoga por onde ía e até o introduziu a muitas pessoas naquela zona da Beira Interior. A Sara era o yoga em pessoa, amada por todos, acarinhada por todos, nela não havia desunião. 
um namaste Sara, sinto-me orgulhosa de ter feito parte da tua vida e sei que na próxima nos vamos encontrar mesmo em Bali. que a tua vida seja um exemplo para todos nós, de que a vida é para sorrir e amar, ser feliz cada dia. que a tua morte abra a consciência dos que podem mudar o curso das coisas em nome do bem estar de todos. 
um beijo querida. agora definitivamente és o que nasceste para ser, um anjo no céu. 

EN
I was not in Portugal on the day of the dry thunderstorm, nor did we know anything until Sunday  lunchtime. When I read that more than 60 people were dead I did not want to believe, it was already too much .. 
When I read and realized the scale we start to hear the screams and feel the pain, we begin to feel the weight of the disaster that by being so close touches us differently. When we landed in Portugal, we could see the smoke in the sky, we could smell the burning, the heat was too hot and dry, the energy was strong, hot and heavy.
None of us slept well, Carlota came to me, the heat was too much, we had not had time to get used to 40ºC from one day to the next.

It was not until seven in the morning next day that, in search of more details about what had in fact gone so wrong, I saw a smile that I know well in the midst of the stories of the fires, I thought, no, it's not the same Sara, it can not be, she has a different name, but she looks like...  I investigated, I needed to know, and I quickly arrived to the conclusion that it was really Sara, a beautiful, sweet and young girl with a contagious smile, just married and she was going to visit me in Bali..
After all of the more than 60 people who died there was a face for me, a life that was close to me. It was then that I felt the pain as if Sara asked for help and I could no longer help her and between my impotence and the suffering of the Sara just tears of misunderstanding because Sara was beautiful and too young in her 33 to leave like this ...
I still waited for Marco, her beautiful brother and an amazing yoga teacher, to tell me no, that she was fine, but in his always affectionate tone of someone who knows that life is meant to accept, after all he says yes, that she liked me a lot and were in contact.. but after all the visit to Bali with Duarte did not happen ...
Dear Sara, today I was by your side, I remembered you as I remember you, smiling and affectionate, always attentive to others, dedicated to the family. I dedicated you my practice and honored you in my classes, it was the small contribution I could offer to your shinny soul. 
Sara was a yogini in the heart who took the yoga where she would go and even introduced the practice to many people in that area of ​​Portugal. Sara was the yoga in person, loved by all, cherished by all, there was no disunion in her heart.
To Sara a namaste. I'm proud to have been part of your life and I know we'll find ourselves in Bali next time. May your life be an example for all of us, that life is to smile and love, to be happy every day. May your death open the conscience of those who can change the course of things in the name of the well-being of all.
Sending love my dear. Now you are definitely what you were born to be, an angel in the sky.




We say yes!

10.6.17

PT
Desta vez a viagem foi até um hotel bem no centro de Lisboa.. para celebrar o Global Wellness Day, um evento criado para juntar todos os que no mundo querem viver melhor, sentir-se mais saudáveis, não só fisicamente mas também espiritualmente .. parece-me que um sonho de todos.. mas quantos de nós de facto trabalham nesse sentido? Pois então há dias para tanta coisa, porque não para o grande sonho da humanidade? 
O desafio é simples: um dia pode mudar a vida. O dia é hoje, pode tomar a decisão que mude a vida. Praticar yoga, passear, ter tempo para os filhos, fazer meditação, ter pensamentos positivos, não consumir tanto, ter consciência, etc... Escolha algo que se adeque a si e avance! Seja a melhor versão de si mesmo!

ps: obrigada ao Chef Daniel Schlaipfer pelo fantástico brunch after practice e à fantástica equipa do Sofitel (e aqui deixo um beijinho especial à incansável Fátima)! A muitas mais manhãs assim!

EN
The journey this time was into a hotel in the center of Lisbon .. to celebrate Global Wellness Day, an event bringing together all those in the world who want to live better, feel healthier, physically and spiritually.. a dream for humanity... but how many of us actually work in this direction? 
The challenge is simple: one day can change your whole life. And the day is today, you can make that life-changing decision. Practice yoga, walk, take time for the children, meditate, have positive thoughts, don´t consume so much, be aware.. Just choose something that suits you do it! Be the best version of yourself!

Ps: Thanks to Chef Daniel Schlaipfer for the fantastic brunch after practice and the fantastic Sofitel team (and here I leave a special kiss to the restless Fatima)! Wishing many more!








Yoga-me goes to the city!

6.6.17





PT
Fim-de-semana em cheio!
Comecei com uma aula na turma da Carlota da escola alemã... escolhi fazer uma aula de agradecimento.. ao sol, à lua, às árvores e plantas, aos amigos, à família... nestes agradecimentos fazemos posturas de yoga e todos nos divertimos. Como sabem, as posturas de yoga estão associadas à natureza e por isso é sempre giro relembrar isto quando praticamos com crianças. 
No fim, como exercício de meditação que escrevessem a qualquer coisa que estejam agradecidos. 
O resultado é tão lindo.. em várias línguas «eu agradeço...»
... que a minha mãe me faça boa comida
... à linda vida que tenho
... ao mundo 
... ao meu gato que é tão fofo
... o carinho que a minha família me dá
... pela aula de yoga estou a fazer
... pelas minhas amigas fantásticas
... ao Sol e à minha mãe e pai
... ao mundo porque vivo e tenho uma vida boa, para lá da escola...

o que sinto no fim é que estas crianças lindas conectam super rápido com o yoga, meninas e meninos. e muito precisam pois são crianças sujeitas ao ritmo doido dos adultos e de horários escolares parecidos a um 9 - 5  job... sem ninguém parar para pensar no que estamos a fazer vos nossas crianças...  

No sábado, mesmo com um frio de rachar para verão e um vento digno de Gone with the Wind, seguimos para a Feira do Livro na que foi a primeira aula de yoga de evento que já dura há 87 anos!! Foi super lindo, mesmo com a azáfama conseguimos manter a energia. as pessoas paravam, ficavam curiosas e ao ver-nos a praticar havia um sorriso por vezes meio escondido em cada um.. 
Não consigo mas vou ter de aqui fazer um paste da mensagem da Vanessa, que é do Funchal e aproveitou para vir fazer a aula comigo! Espero que não te importes Vanessa mas gostei tanto da tua mensagem 
«Não podia deixar de expressar a minha gratidão pelo workshop de ontem na feira do livro, foi tão bom, voltei para o Funchal de coração cheio e com um sorriso nos lábios! Adorei conhecê-la, ao vivo e a cores, porque penso que posso ter a presunção de dizer que já conhecia um bocadinho através do livro! Apesar da confusão que estava à nossa volta, senti-me profundamente conectada, gratidão profunda! Beijinhos» - que querida, quem agradece sou eu! 
Boas viagens  e até breve 

EN
Full on weekend! 
I started with a yoga class at Carlota´s class at the German school in Lisbon.
I chose to give a thankful class ... giving thanks to the sun, to the moon, to the trees and plants, the friends, the family ... giving thanks, we do yoga poses with lots of fun! 
As you know, yoga postures are associated with nature and so it is always a good idea to remember this when practicing with children. 
In the end, as an exercise in meditation they would write anything they are thankful for. 
The result is so beautiful .. in several languages ​​
«I am thankful to..
my mother who makes me good food
to the beautiful life I have
to the world ... 
to my cat that is so cute 
to the affection my family gives me
for the yoga class I'm doing  
for my fantastic friends 
to the sun and to my mother and father 
to the world because I live and I have a good life, beyond school ... »

What I feel in the end is that these beautiful children connect super fast with yoga, girls and boys. And they do really need it a lot because they are children subject to the crazy rhythm of adults and school hours similar to a 9 - 5 job ... and no one stops thinking about what we are doing to our children ... 

On Saturday, even with a chilli weather for summer and a wind worth the title Gone with the Wind, we went to the Lisbon Book Fair in what was the first event yoga class in the event with 87 years!! 
It was super beautiful, even with the confusion of so many people, we managed to keep the energy going. People stopped, they became curious and there was always a sweet smile.
I am doing a paste of the message of Vanessa, from Funchal who took the opportunity to come to do the class with me! 
I hope you do not mind Vanessa but I liked your message so much "I could not fail to express my gratitude for yesterday's workshop at the book fair, it was so good, I came back to Funchal with a full heart and with a smile on my lips! I loved getting to know Filipa, live,  because I think I may say I have the presumption to say that I already knew a little bit through the book! Despite the confusion around us, I felt deeply connected, deep gratitude! Kisses »
What a sweetheart, thank you so much for coming Vanessa. Have a good trip and see you soon!





how many surya namaskar A and B?

1.6.17

PT
Muitas vezes os alunos perguntam-me quantos Surya Namaskar ou saudações ao Sol devemos fazer por dia. Quando comecei fazíamos 5x A e 5x B. Fiz assim durante anos sem perguntar ou questionar. Lembro-me que não gostava dos «salutes b», ficava cansada, eram difíceis para mim. Incrível como hoje adoro e faço vários do A e do B quando preciso aquecer. 
Hoje foi um daqueles dias difíceis de prática. Tive um mês de Maio com muita coisa nova a acontecer e sinto agora o cansaço no corpo. mesmo cansada... então hoje apesar de não ter acabado nos suryas, o facto é que eles foram a minha prática. Aqueci e limpei alguma toxina do cansaço.. e sinto-me bem melhor!
Mas voltemos à pergunta inicial. Posso dizer do que fui aprendendo os longo destes anos todos...
Se seguirmos a escola de Sharath Jois, que faço todos os dias, fazemos 5 Surya A e 3 B. É essa a sequência nas suas aulas guiadas. 
Se estamos a aprender, posso sugerir voltar um pouco aos old days e fazer 5 de cada (os mesmo old school faziam 8 de cada ou mais!). A ideia é ganhar energia e construir força. Especialmente se ainda não estamos no final da primary series
Mas, no fim de contas, estamos aqui para nos fazer sentir bem. Para mim o lema é: faz o que se adapta a ti. No Inverno faz mais, no Verão reduz para a contagem tradicional. Mas se paraste por algum tempo e os 8 no total são demais, vai ganhando resistência e adicionando um a um. 
E se não houver mais tempo de prática então os surya namaskar são ótimos para alinhar o corpo e mente logo pela manhã. Faz quantos quiseres. Acima de tudo, enjoy!

Vejam em baixo a sequência em foto o Surya Namaskar A e...
já são antigos mas ainda funcionam bem (qualquer dia aventuro-me a fazer uns novos, acham bem? falem comigo, a vossa opinião é muito importante para mim!)


EN
Students often ask me how many Surya Namaskar or Sun Salutations to the Sun should we should make per day. 
When I started I did 5x A and 5x B. I did it for some years without asking or questioning. I remember that I did not like 'salutes b', I got tired, they were difficult for me. Amazing how I love them today and make a bunch of A and B when I need to warm up. 
Today I had one of those difficult practice days. I had a month of May with a lot of new things happening and I now feel tiredness in my body. So today despite not finishing in the suryas, the fact is they were THE practice. I warmed and wiped some toxin out of tiredness ... and I feel much better! 
But let's return to the initial question. 
I can share what I've been learning through all these years ... 
If we follow Sharath Jois' school, which I do every day, we do 5x Surya A and 3x B. That is the sequence in his guided classes. 
If we are learning, I can suggest going back a little to the old days and doing 5x each (the real old school would do 8x each or more!). The idea is to gain energy and build strength. Especially if we are not yet at the end of the primary series. 
But at the end of the day, we are here to make us feel good. For me the motto is do what suits you best. In winter do more, in summer reduce to the traditional count. If you stopped for a while and the 8 in total are too much, gain resistance and add one by one. And if there is no practice time then the surya namaskaras are great for aligning body and the mind early in the morning. Do as many as you want. Above all, enjoy!


fotos das minhas lindas Rita Ferro Alvim e Mariana Sabido.







family ties

30.5.17
PT
Um dia um professor de yoga disse-me que se eu quisesse saber onde estou na minha caminhada pela autoconsciência... o melhor para um check up seria passar uma semana com a família! Tenho a certeza que todos entendem!
Desde então nunca mais esqueci esta frase. Analiso-me, respiro antes de falar (ou berrar ahah!), fujo quando a conversa é só para andar às mesmas voltas de sempre... etc etc... mas também sei que, a avaliar pelo que me disse o meu professor, o caminho ainda é longo. Mas está melhor sem dúvida. Até porque sei que muitas coisas não são minhas, são dos outros; eu espelho o que me vai na alma portanto a minha reação é que pode mudar o que acontece quando estou por perto. A minha e a de todos. 
Este fim-de-semana foi a comunhão das minhas filhas. Um dia lindo, cheio de magia, e as meninas habituadas a festividades sagradas levam tudo muito a sério, o que me deixa muito feliz. depois de anos em cerimónias balinesas, o sacramento foi de Cristo. As duas felizes. (apesar da Johanna estar doentinha..)
Juntou-se família, família emprestada, família de família, um patchwork interessante. E tudo correu bem. Talvez porque aquele dia em que o meu professor me disse aquela frase. Não são os outros, sou eu. Então é em mim que tenho de analisar o que se passa. Este check passei, o yoga e a sua magia.. 

Do meu livro ~ não peça amor, seja a personificação do amor, porque ele é um estado de consciência, em ligação com o seu espírito. Irá, assim, acender o fogo do amor à sua volta. E quanto mais der, mais irá receber.

EN
One day a yoga teacher told me that if I wanted to know where I am on my journey for self-awareness ... the best thing for a check would be to spend a week with the family! 
Since then I have never forgotten that sentence. I analyze myself, I breathe before I speak (or shout ahah!), I jump off when the conversation is the same usual... etc etc ... but still I am aware, the way is still long. Also because I know a lot going on is not mine, it belongs to others; I am just a mirror of my own soul so my reaction can change the energy when I'm around...
This weekend was the Holy communion of my daughters. A beautiful day, full of magic, and the girls used to sacred ceremonies took everything very seriously, which makes me very happy. After years in bali hindu ceremonies, it was time for Christs Sacrament. 
It was an interesting patchwork, family, extended family, family of family. And everything went well. Maybe because that day my teacher told me that sentence... the yoga and its magic.

From my book ~ «do not ask for love, be the embodiment of love, because it is a state of consciousness, in connection with your spirit. You will thus light the fire of love around you. And the more you give, the more you will receive».









We will continue opening our hearts

23.5.17






PT
Comecei esta semana com um simples instapost para abrir o coração. Na prática como na vida, este constante abrir, esta extensão, esta respiração de pulmões bem abertos eleva-nos o espírito, enche a alma e abre para a vida! Ou não seria uma inspiração...
Hoje tinha outra ideia para escrever um post, mas o que aconteceu pela manhã desviou-me. Fiquei a pensar nas mães que tinham os seus filhos no concerto em Manchester. Fiquei a pensar nos adolescentes e crianças que foram vitimas de violência de alguém que não está bem e que pensa que a espalhar horror vai ficar melhor. Mães como eu...
O que disse no início e no post do insta ganha ainda mais força. Ao abrimos o coração, ao nos inspirarmos cada dia pela vida, ao nos tratarmos bem, sentimos que a violência não tem lugar. 
Os Yoga Sutras identificam 5 yamas ou condutas morais - ahimsa ou não violência é uma delas. Estar em sintonia com os nossos pensamentos acções, manter a calma, tratar-nos bem e ao nosso corpo. Não causar sofrimento a outros seres, sejam animais ou insectos e plantas. Sem violência um dia ela acaba pr si. É só isto que posso dizer a quem pôs a bomba no concerto de Manchester. Nós somos fortes e vamos continuar a abrir o coração e a encher-nos de vida. Essa é a razão que nos faz estar aqui. 

(se gostava de conhecer os outros passos do Ashtanga Yoga, estão no meu livro! é só clicar aqui)

Success is not final, failure is not fatal: it is the courage to continue that counts.
Winston Churchill


EN
I started this week with a simple instapost  inspiring to open the heart. In practice as in life, this constant opening, this extension, this breath raises our spirit, fills our soul and opens us to a higher degree in life!
Today I had another idea to write a post, but what happened in the morning made me change my mind. I was thinking of the mothers, mothers like me, who had their children at the concert, in Manchester. I was thinking on the teenagers and children who were victims of violence from someone who is not well and who thinks that spreading horror will make them feel better.. so much confusion in the heads. 
What I said at the beginning gains today more strength. When we open our hearts, as we breathe in our daily life, as we treat ourselves well, we feel that violence has no place.
The Yoga Sutras identify 5 yamas or moral conducts - ahimsa or non-violence is one of them. Be in tune with our actions and thoughts, keep the calm, treat yourself well as well as your body. Do not cause suffering to other beings, be they animals, insects and plants. 
Without violence one day it just ends. That's all I can tell you who put the bomb in the Manchester concert. We are strong and we will continue to open our hearts and fill ourselves with life. That's the reason why we are here.




I am back

16.5.17


PT
É caso para dizer... estou de volta. Depois de um interregno, que senti necessidade fazer, sinto agora vontade de voltar às minhas partilhas yogis. Tanto aconteceu durante esta fase, talvez por isso tenha sentido necessidade de sentir, menos de falar... seja que razão for, a verdade é que estou aqui e com imensa vontade de voltar a escrever e a partilhar as minhas viagens pelo maravilhoso mundo do yoga. 

este fim-de-semana Portugal foi sucesso. Papa e Salvador .. enquanto isso facilitava um retiro de yoga no Convento da Serra a Arrábida, talvez um dos locais mais lindos que temos. A energia foi linda demais, tocou-nos a todos, eu senti o yoga a correr-nos pelas veias, vi os olhos dos praticantes a iluminar, a irradiar Amor! senti que estou no meu caminho, a inspirar estes corações lindos e oferecer os ensinamentos de um método que nos transforma, que nos dá paz, clareza de mente, força. 

Foi um grupo especial para mim pela razões que passo a explicar. 
Havia 3 mães e 3 filhas, tocou-me muito. mães que ofereceram o retiro de yoga às filhas, filhas que acompanharam as mães para esta experiência íntima, mães e filhas que decidir mergulhar nesta viagem de um retiro na descoberta... a ligação mãe filha bem acarinhada ajuda a mudar o mundo. 

As irmãs que vieram na busca de algo que tanto anseiam ou procuram.. uma união de outras vidas que conhecem, conscientes da responsabilidade que têm não fogem dela, ali se abriram e isso refletiu-se até na cara, quando partiram pareciam diferentes... muito mágico! 

As amigas que entretanto o yoga uniu, que se conheceram nas minhas aulas e que juntas de Cascais até Bragança mantém a ligação porque acreditam na mesma forma de vida. é assim que construimos uma comunidade baseada em like-minded people, muito importante neste caminho em que por vezes nos sentimos aves raras no meio do mainstream...
às minhas alunas que vieram de longe para o retiro... fico tão feliz por entrarem neste caminho de coração aberto, as mudanças já se vêm!
às outras amigas que se entregaram e que vinham (apenas...) pela serra da Arrábida e no final até foi bem mais do que isso! um bem haja, afinal o que nos unia era maior. 
a quem veio pela primeira vez ter comigo... agradecida, muito!

O nosso Homem fantástico e lindo que deixou a família e um trabalho stressante por um fim-de-semana para se entregar, nem me conhecia nem nunca tinha lido o meu livro  e aqui deixo ao Nuno um grande beijinho - haja muitos mais que bem precisamos de homens assim!

e aos maridos que deram de presente o retiro (que queridos!) sabendo que quando fazem algo assim pelas suas mulheres, estão a criar uma corrente de amor na família que vai beneficiar todos. 

Senti um orgulho especial pois uma das minha marcas favoritas portuguesas, a Iswari de quem compro há anos os produtos e os tenho visto a crescer... foram apresentar os produtos no retiro e nos saboreou pelas mãos da Débora e da Daniela um fantástico e super lanche com bolinhas energéticas, smotthies, misturas de super foods! Quem leu o meu livro e me segue, sabe o quanto sou fã destes produtos na nossa alimentação. 

E obrigada à dream team que me envolve, sem eles não seria o mesmo. A fantástica organizadora Isabel, à Sra. D. Piedade que nos enche a barriga depois de uma prática intensa, à Célia que por trás mantém tudo a correr bem, ao Sr Quirino, o nosso fantástico guia que nos conta as histórias da Arrábida envoltas nos segredos de Portugal! 

Um retiro muito especial, em suma. 
Para o ano há mais! Entretanto quem quer saber mais sobre o meu calendário basta clicar aqui. Convém ir vendo pois estou sempre a fazer updates e há mais a cozinhar!

um agradecimento especial à minha querida Sónia pela fotos maravilhosas!

Obrigada 
Namaste 





















when yoga is your truth

27.1.17





PT
Ser verdade para nós e verdade para os outros é satya, uma das partes do primeiro passo do Ashtanga Yoga, como Pathabbi Jois descreve no seu Yoga Mala:

«Satya pratishthayam kriya phala shrayatvam
ao ser enraizado na verdade, haverá certeza no resultado das ações
Patanjali Yoga Sutra ii: 36»

uma aluna há dias perguntava-me como lidar com a família e os amigos que não percebem que pratique e que sinta o chamamento pela prática de yoga, com a qual tanto se identifica e quer conhecer mais profundamente. esta questão, Ana, muito pertinente, não é apenas tua, é de todos os que entram neste caminho. 
a Ana veio de longe, de Bragança, e não perdeu a oportunidade de vir fazer uma aula comigo. a determinação e a vontade superaram os obstáculos. senti na aula que o yoga já lhe corre no corpo e percebi a receptividade em querer aprender e saber mais.
tão bem que percebo a Ana. conheço as incertezas que os outros nos causam - o certo é que tudo faz parte do processo. a minha astróloga dizia-me há dias que agora, mais do que nunca nesta idade do Kali Yoga, os obstáculos vão ser maiores, pois a lado negro está forte e para o seguir do caminho da Luz é necessário uma total clareza e entrega.
Ana querida este post é para ti e todas os que sentem o mesmo que tu. este caminho não vai ser o mais fácil. mas é o mais lindo e o que mais nos preenche.
este é o teu processo, e esta limpeza espiritual. vais ter dúvidas, vais sofrer, vais espernear, vais questionar o que andas a fazer à tua vida - mas, acredita, esta viagem já não tem regresso, compraste o bilhete de partida, agora enjoy!
o que fazer: não desistir, praticar e seguir sempre o que o coração nos diz. tenta entender quem te rodeia, quem te vê a mudar não sabe mais o que esperar da Ana que pensavam tão bem conhecer. não te esqueças que é o medo do desconhecido que vem acima quando olham para ti e vem-no refletido em ti.
segue a tua história, a tua verdade, o teu dharma. vais encontrar o equilíbrio. 

EN
to be the truth to yourself and the truth to others, that is satya, one of the parts of the first limb of the Ashtanga Yoga, as Pathabbi Jois describes in his Yoga Mala:

«Satya pratishthayam kriya phala shrayatvam
Upon being established in truth, there is surety in the result of actions
Patanjali Yoga Sutra ii: 36»

this means that one´s actions and one´s thoughts should be one. when we live truthfully we are in tune and when we are not real we create many thoughts in the mind which go against the raja yoga objective of calming the mind.

A student asked me how to deal with family and friends who do not understand why she is practicing or why she feels the call for yoga, with which she identifies and wants to deepen. this question, Ana, very pertinent is not only yours, we all that came across this path felt it at some point. 
when I saw Ana in the class room I saw her determination and how yoga is already flowing in her body and her soul. I felt the receptivity and the commitment.
I know how doubts feel like, all the questions and the obstacles of the mind - its, in fact, all part of the process. they even say at this Kali Yoga times we are most challenged and all will make you go through greater difficulties in your spiritual path - just for us to prove we are clear on our way. 
Ana, this choice will not be the easiest. but it is the most beautiful and the one that fulfils us most. 
this is the beggining of your spiritual cleansing. You will doubt, you will suffer, you will question what you are doing to your life - there is no turning back. 
what to do: not to give up, keep practicing and always follow what your heart tells you. try to understand those around you, who see you changing and do not know any longer what to expect from the Ana they thought they knew so well. 
fear is what comes up when they look at you, fear from the unknown as they just see their own reflection when they look at you.
 follow your story, your truth, your dharma. clearance will be attained. 




girls moon days - what to do according to the lady of yoga

18.1.17


PT
hoje o post é dedicado a ti querida Inês.
sim tu que és uma fonte de energia, força, calor e famosa pela eterna pele de pêssego mesmo hoje que completaste esta linda e feminina idade de 40. um tempo em que tudo parece fazer mais sentido, querermos sermos quem somos, como somos, aceitarmos o que nos vai na alma, fazer o que mais nos move, comove e acreditamos. quando fica claro que somos nós que construímos a nossa realidade. e que o verdadeiro Amor vem de dentro e é essa a razão que sempre nos fez e faz sorrir - porque somos assim, ao natural.
mas dizia hoje é em especial para ti. para ti que fazes trinta por uma linha para vires às minhas aulas de yoga, que literalmente desafias governos para poderes ter aquela hora para ti, que sabes e reconheces o quanto é importante poder finalmente respirar por uns singelos mas intensos 60 minutos, mesmo que respirar na sua plenitude ainda pareça uma tarefa hercúlea e distante de conhecer os verdadeiros efeitos profundos. a ti mãe, mulher, irmã, filha és um exemplo e uma inspiração para todas e eu sei que muito ainda está aí para acontecer e desabrochar. o yoga (e eu no que puder fazer para ajudar) é a ferramenta para que chegues aos portos que tanto anseias, inteira e em paz. 
e porque hoje é para ti - aqui fica o que tanto me perguntas: como é isto de praticar nos nossos dias de Lua, ou seja, quando temos a história,  a menstruação, com que todos os meses somos abençoadas?
vou-te contar o que me disse a mim a mãe do meu Professor, uma senhora do Yoga, filha do Pattabhi Jois - Saraswati Jois e de quem publiquei aqui a entrevista que lhe fiz há uns anos. 
Saraswati tem nome de deusa e ela própria encarna com uma simplicidade o legado que a vida lhe deixou. O facto de ser mulher, mãe e avó dá-lhe uma perspetiva muito feminina do yoga. Acredita numa prática igual para homens e mulheres, mas sabe que «somos diferentes fisicamente, portanto há que tomar em conta esta diferença». 
Começa logo pelo ciclo lunar feminino. «As mulheres têm os dias de lua todos os meses e a capacidade de engravidar e dar à luz. Por isso é bom praticar, mas é também importante saber descansar, especialmente se trabalham o dia todo e ainda cuidam da casa e da família». Saraswati recomenda repouso nos primeiros 3 dias da menstruação. «Na Índia, de acordo com a tradição brâmane, as mulheres descansam nesses dias, não cozinham nem entram na cozinha, são outras que o fazem para elas.» 
Por isso querida Inês, já sabes, os primeiros 3 dias devem ser de repouso. Se não praticas todos os dias e não queres perder um desses dias de prática, é essencial que as posturas finais, as invertidas, não se façam. 
(Por favor leiam em inglês abaixo um extracto da entrevista completa.)

EN
Today is for you my dear sister. you girl, woman, source of energy, strength, warmth - you that just completed this beautiful feminine age of 40, this beautiful time when all seems start making sense, just by being as you are and accepting the journey as it is filled with joy and clarity. fits you so well dear Ines. 
I am so proud of you. for being such a brave angel joining every time my yoga classes, for literally challenging governments and stablished powers to be there, for fighting for your space in the «normal» society, creating space to have that one hour for you, that one hour when you can breath, because you know and recognize how important it is finally to be able to breathe for simple 60 minutes even if breathing in its fullness still seems a Herculean task of knowing the true deep effects. But you trust the process with a strength of a light warrior. I am so proud of you. You mother, woman, sister, daughter - you are an example and an inspiration for all of us. 
And because today it is for you - here is what you asking me all the time: how is it to practice in our Moon days?
I will tell you what the mother of my Teacher, the Yoga lady, the daughter of Pattabhi Jois - Saraswati Jois, told me, and from whom I published an interview she blessed me with a few years ago.
Saraswati has the name of a goddess and she herself embodies with simplicity the legacy that life has presented her.
Being a woman, a mother and a grandmother she has a very feminine perspective. She believes in an equal practice for men and women, but warns that "we are physically different, so we must take this difference into account".

FV: Why is it that women should not practice ashtanga yoga during the first three days of their period? 
RSJ: For some women it is very difficult to practice during these days, because of pain or that they bleed a lot. Most women work a lot and need to rest and to take it easy for three days every month - it is very important! It is not good for the body to practice hard during the days when you bleed the most and during the period women should not do Salamba Sarvangasana or Sirsasana. Here, in India according to the Brahman tradition the woman rest these days, she does not cook and does not even go into the kitchen. Other women cook for her and she eats and sleeps a lot! 

FV: Is there a more subtle explanation for this Saraswati?
RSJ: That is to let the body rest the three first days of the period so that the menstruation cycle is not disturbed. For some women, who do not rest from the practice those days, the period may disappear or becomes irregular and it can be difficult for them to become pregnant. The organs in the body are purified through the asanas and that is very good, but not during these days. It is also important to eat properly. Many women say that they do not want to eat dairy products, but women who practice yoga need milk and ghee twice a day. Especially ghee is important because it cools the body. In the yoga practice the body becomes very hot and you sweat a lot. It is not good to eat too much ghee, though, and the ghee should be pure and of good quality. One teaspoon in the morning and in the evening is enough. If you eat pure ghee you do not have to be worried about getting too much cholesterol. My father likes ghee a lot and he used to have maybe a little bit too much of it in his food - I had to tell him not to, ha ha ha! After giving birth, the woman should also eat ghee and drink milk to recover.