when yoga is your truth

27.1.17





PT
Ser verdade para nós e verdade para os outros é satya, uma das partes do primeiro passo do Ashtanga Yoga, como Pathabbi Jois descreve no seu Yoga Mala:

«Satya pratishthayam kriya phala shrayatvam
ao ser enraizado na verdade, haverá certeza no resultado das ações
Patanjali Yoga Sutra ii: 36»

uma aluna há dias perguntava-me como lidar com a família e os amigos que não percebem que pratique e que sinta o chamamento pela prática de yoga, com a qual tanto se identifica e quer conhecer mais profundamente. esta questão, Ana, muito pertinente, não é apenas tua, é de todos os que entram neste caminho. 
a Ana veio de longe, de Bragança, e não perdeu a oportunidade de vir fazer uma aula comigo. a determinação e a vontade superaram os obstáculos. senti na aula que o yoga já lhe corre no corpo e percebi a receptividade em querer aprender e saber mais.
tão bem que percebo a Ana. conheço as incertezas que os outros nos causam - o certo é que tudo faz parte do processo. a minha astróloga dizia-me há dias que agora, mais do que nunca nesta idade do Kali Yoga, os obstáculos vão ser maiores, pois a lado negro está forte e para o seguir do caminho da Luz é necessário uma total clareza e entrega.
Ana querida este post é para ti e todas os que sentem o mesmo que tu. este caminho não vai ser o mais fácil. mas é o mais lindo e o que mais nos preenche.
este é o teu processo, e esta limpeza espiritual. vais ter dúvidas, vais sofrer, vais espernear, vais questionar o que andas a fazer à tua vida - mas, acredita, esta viagem já não tem regresso, compraste o bilhete de partida, agora enjoy!
o que fazer: não desistir, praticar e seguir sempre o que o coração nos diz. tenta entender quem te rodeia, quem te vê a mudar não sabe mais o que esperar da Ana que pensavam tão bem conhecer. não te esqueças que é o medo do desconhecido que vem acima quando olham para ti e vem-no refletido em ti.
segue a tua história, a tua verdade, o teu dharma. vais encontrar o equilíbrio. 

EN
to be the truth to yourself and the truth to others, that is satya, one of the parts of the first limb of the Ashtanga Yoga, as Pathabbi Jois describes in his Yoga Mala:

«Satya pratishthayam kriya phala shrayatvam
Upon being established in truth, there is surety in the result of actions
Patanjali Yoga Sutra ii: 36»

this means that one´s actions and one´s thoughts should be one. when we live truthfully we are in tune and when we are not real we create many thoughts in the mind which go against the raja yoga objective of calming the mind.

A student asked me how to deal with family and friends who do not understand why she is practicing or why she feels the call for yoga, with which she identifies and wants to deepen. this question, Ana, very pertinent is not only yours, we all that came across this path felt it at some point. 
when I saw Ana in the class room I saw her determination and how yoga is already flowing in her body and her soul. I felt the receptivity and the commitment.
I know how doubts feel like, all the questions and the obstacles of the mind - its, in fact, all part of the process. they even say at this Kali Yoga times we are most challenged and all will make you go through greater difficulties in your spiritual path - just for us to prove we are clear on our way. 
Ana, this choice will not be the easiest. but it is the most beautiful and the one that fulfils us most. 
this is the beggining of your spiritual cleansing. You will doubt, you will suffer, you will question what you are doing to your life - there is no turning back. 
what to do: not to give up, keep practicing and always follow what your heart tells you. try to understand those around you, who see you changing and do not know any longer what to expect from the Ana they thought they knew so well. 
fear is what comes up when they look at you, fear from the unknown as they just see their own reflection when they look at you.
 follow your story, your truth, your dharma. clearance will be attained. 




girls moon days - what to do according to the lady of yoga

18.1.17


PT
hoje o post é dedicado a ti querida Inês.
sim tu que és uma fonte de energia, força, calor e famosa pela eterna pele de pêssego mesmo hoje que completaste esta linda e feminina idade de 40. um tempo em que tudo parece fazer mais sentido, querermos sermos quem somos, como somos, aceitarmos o que nos vai na alma, fazer o que mais nos move, comove e acreditamos. quando fica claro que somos nós que construímos a nossa realidade. e que o verdadeiro Amor vem de dentro e é essa a razão que sempre nos fez e faz sorrir - porque somos assim, ao natural.
mas dizia hoje é em especial para ti. para ti que fazes trinta por uma linha para vires às minhas aulas de yoga, que literalmente desafias governos para poderes ter aquela hora para ti, que sabes e reconheces o quanto é importante poder finalmente respirar por uns singelos mas intensos 60 minutos, mesmo que respirar na sua plenitude ainda pareça uma tarefa hercúlea e distante de conhecer os verdadeiros efeitos profundos. a ti mãe, mulher, irmã, filha és um exemplo e uma inspiração para todas e eu sei que muito ainda está aí para acontecer e desabrochar. o yoga (e eu no que puder fazer para ajudar) é a ferramenta para que chegues aos portos que tanto anseias, inteira e em paz. 
e porque hoje é para ti - aqui fica o que tanto me perguntas: como é isto de praticar nos nossos dias de Lua, ou seja, quando temos a história,  a menstruação, com que todos os meses somos abençoadas?
vou-te contar o que me disse a mim a mãe do meu Professor, uma senhora do Yoga, filha do Pattabhi Jois - Saraswati Jois e de quem publiquei aqui a entrevista que lhe fiz há uns anos. 
Saraswati tem nome de deusa e ela própria encarna com uma simplicidade o legado que a vida lhe deixou. O facto de ser mulher, mãe e avó dá-lhe uma perspetiva muito feminina do yoga. Acredita numa prática igual para homens e mulheres, mas sabe que «somos diferentes fisicamente, portanto há que tomar em conta esta diferença». 
Começa logo pelo ciclo lunar feminino. «As mulheres têm os dias de lua todos os meses e a capacidade de engravidar e dar à luz. Por isso é bom praticar, mas é também importante saber descansar, especialmente se trabalham o dia todo e ainda cuidam da casa e da família». Saraswati recomenda repouso nos primeiros 3 dias da menstruação. «Na Índia, de acordo com a tradição brâmane, as mulheres descansam nesses dias, não cozinham nem entram na cozinha, são outras que o fazem para elas.» 
Por isso querida Inês, já sabes, os primeiros 3 dias devem ser de repouso. Se não praticas todos os dias e não queres perder um desses dias de prática, é essencial que as posturas finais, as invertidas, não se façam. 
(Por favor leiam em inglês abaixo um extracto da entrevista completa.)

EN
Today is for you my dear sister. you girl, woman, source of energy, strength, warmth - you that just completed this beautiful feminine age of 40, this beautiful time when all seems start making sense, just by being as you are and accepting the journey as it is filled with joy and clarity. fits you so well dear Ines. 
I am so proud of you. for being such a brave angel joining every time my yoga classes, for literally challenging governments and stablished powers to be there, for fighting for your space in the «normal» society, creating space to have that one hour for you, that one hour when you can breath, because you know and recognize how important it is finally to be able to breathe for simple 60 minutes even if breathing in its fullness still seems a Herculean task of knowing the true deep effects. But you trust the process with a strength of a light warrior. I am so proud of you. You mother, woman, sister, daughter - you are an example and an inspiration for all of us. 
And because today it is for you - here is what you asking me all the time: how is it to practice in our Moon days?
I will tell you what the mother of my Teacher, the Yoga lady, the daughter of Pattabhi Jois - Saraswati Jois, told me, and from whom I published an interview she blessed me with a few years ago.
Saraswati has the name of a goddess and she herself embodies with simplicity the legacy that life has presented her.
Being a woman, a mother and a grandmother she has a very feminine perspective. She believes in an equal practice for men and women, but warns that "we are physically different, so we must take this difference into account".

FV: Why is it that women should not practice ashtanga yoga during the first three days of their period? 
RSJ: For some women it is very difficult to practice during these days, because of pain or that they bleed a lot. Most women work a lot and need to rest and to take it easy for three days every month - it is very important! It is not good for the body to practice hard during the days when you bleed the most and during the period women should not do Salamba Sarvangasana or Sirsasana. Here, in India according to the Brahman tradition the woman rest these days, she does not cook and does not even go into the kitchen. Other women cook for her and she eats and sleeps a lot! 

FV: Is there a more subtle explanation for this Saraswati?
RSJ: That is to let the body rest the three first days of the period so that the menstruation cycle is not disturbed. For some women, who do not rest from the practice those days, the period may disappear or becomes irregular and it can be difficult for them to become pregnant. The organs in the body are purified through the asanas and that is very good, but not during these days. It is also important to eat properly. Many women say that they do not want to eat dairy products, but women who practice yoga need milk and ghee twice a day. Especially ghee is important because it cools the body. In the yoga practice the body becomes very hot and you sweat a lot. It is not good to eat too much ghee, though, and the ghee should be pure and of good quality. One teaspoon in the morning and in the evening is enough. If you eat pure ghee you do not have to be worried about getting too much cholesterol. My father likes ghee a lot and he used to have maybe a little bit too much of it in his food - I had to tell him not to, ha ha ha! After giving birth, the woman should also eat ghee and drink milk to recover.




Obrigada 2016 · Thank you 2016

31.12.16



PT
Obrigada 2016!

Que prazer foi conhecer-te e partilhar esta viagem à volta do Sol mais uma vez juntos. Foram dias maravilhosos, tanto que aprendi e cresci. Com experiências inesquecíveis, algumas muito bonitas, outras aparentemente menos.. mas sei que todas igualmente necessárias para entender que esta minha jornada é para me libertar e para entender cada vez melhor o que é isto da vida, esta estranha forma de ser que nos tira, por vezes, do sério e que outras tanto nos contenta. 

Obrigada 2016. 
Aprendi que preciso dar mais atenção a como me sinto porque é a compartilhar os meus estados de espírito que encontro a minha essência. 

Obrigada 2016 por me ensinar a ser mais resiliente e a manter a minha palavra custe o que custar e dessa forma sentir-me mais segura neste mundo. Aprendi que é no mais simples cuidar da minha família, da minha tribo e da minha equipa que sou capaz de realizar os meus sonhos mais loucos - tornando-os reais.

Em 2016 fiz 40 anos e entendi a beleza da idade, da tranquilidade, da paz interior. Este ano também publiquei o meu primeiro livro, Yoga-me, com o mesmo nome do blog. Obrigada a todas as mensagens lindas e novas pessoas que chegaram a mim através do livro. No próximo ano vai haver mais novidades!
Não fosse mais nada e este ano de 2016 já teria sido um ano maravilhoso. Obrigada aos deuses e às estrelas que me protegem o caminho. 

Obrigada por me ajudares a concentrar-me no que importa: as minhas raízes, a minha mente limpa, o meu coração quente, o meu núcleo inabalável e, sempre, na minha atitude elevada, acima de julgamentos ou invasões. 

Obrigada por me ensinares a perdoar, a níveis profundos. 

Obrigada por me mostrares como os meus padrões de pensamento deixam marcas nas minhas células. 
Obrigada pelo bem mais profundo, o amor. 
Obrigada por me lembrares que é quando sou eu que tudo encaixa. E obrigada por me mostrares que sou boa o suficiente, sempre fui e sempre serei. 

Agora tu querido 2017. 
A ti bem-vindo ano ~ para mim já me soas bem. Gosto do número 7, a minha mãe talvez me tenha oferecido a consciência a este número. Se me ouves, gostava que convidasses os nossos líderes a entender que eles têm o poder de mudar, de fazer o bem, e de subir na consciência elevando-se assim a níveis onde a capacidade de sermos mais e melhores é inesgotável. 
Gostava que eles percebessem que a única forma de verdadeira liderança está na emissão de frequências de bondade, compaixão e amor. Tal como nos ensinaram todos os profetas que conhecemos, incluindo Jesus, Maomé ou Buda. 
E que é a cuidar da nossa grande casa, deste planeta lindo, que reside a razão da existência humana. 

I love you all!
Que 2017 traga a amplitude do poderoso feminino para as nossas comunidades, os nossos corpos, as nossas mentes e os nossos corações.

Feliz Ano Novo ❤️

EN
Thank you 2016!

What a pleasure to share with you this journey around the sun once again. These were wonderful days, so much I learned. Thank you for the unforgettable experiences, some were beautiful, some seemingly less .. but I know all equally necessary to understand that my journey is to free myself and to understand better what is this life all about, this strange way of being that can drive us nuts or create so much joy and contentment.

Thank you 2016.
I have learned that I need to pay more attention to how I feel because it is when I share my states of mind that I find my essence.

Thank you 2016 for teaching me to be more resilient and to keep my word at all costs and in this way feel safer in this world. I have learned that it is in the simplest care of my family, my tribe and my team that I am capable of fulfilling my wildest dreams - making them real.

In 2016 I turned 40 and I started to understand the beauty of age, the inner peace and tranquility that grows within. It was also the year I published my first book. If nothing else this would have been already an amazingly incredible year. Thank you Gods and lucky stars that protect me.

Thank you for helping me focus on what matters: my roots, my clean mind, my warm heart, my unwavering core, and in my elevated attitude, above judgments or invasions.

Thank you for teaching me to forgive, at a deep level. 

Thank you for showing me how my mind patterns leave marks on my cells.
Thank you for the deepest good, the real Love.
Thank you for reminding me that when I am myself that everything fits. And thank you for showing me that I'm good enough, always have and always will.

Now your dear 2017
Welcome! You sound good to me. I like the number 7, my mother may have offered me the conscience of this number. If you hear me, I would like you to invite our leaders to understand that they have the power to change, to do good, and to rise their consciousness, thus rising us to levels where the capacity to be more and better is inexhaustible.
I would like them to realize that the only form of true leadership is the emission of frequencies of kindness, compassion, and love. As we were taught by all the prophets we know, including Jesus, Mohammed, or Buddha.
And caring of our great house, this beautiful planet, which lies the reason for human existence.

I love you all!
May 2017 bring the spaciousness of the Divine Feminine to our communities, our bodies, our minds and our hearts.

Happy New Year ❤️

ps: photo credits to my dear beautiful sister Alyona 


Yoga joined Unesco’s world heritage list

22.12.16


PT
O Yoga foi declarado património intangível da humanidade. Aqui está uma excelente e positiva notícia - a prática ancestral viu os benefícios reconhecidos pela Unesco, a organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.
«O Comité Intergovernamental adoptou por unanimidade a decisão em 1 de Dezembro durante a sua sessão anual, em Addis Abeba, na Etiópia. Os 24 membros do comité adotaram a resolução em reconhecimento da «influência do yoga na sociedade, da saúde e medicina à instrução e às artes», consta na decisão. 
Yoga, já tenho escrito, deriva da palavra sânscrita yoke que significa unir. Unir o quê? A mente com o corpo e a alma. Tudo num. E a Unesco toca neste ponto ao sublinhar como a prática «permite um maior bem-estar mental, espiritual e físico». O texto salienta ainda que o yoga «é praticado por jovens e idosos sem discriminar género, classe ou religião» e «consiste numa série de poses, meditação, respiração controlada, mantras e outras técnicas destinadas a ajudar os indivíduos a construir auto-realização ou a diminuir qualquer tipo de sofrimento de forma a permitir um estado de libertação». 
um pouco de História
É uma prática antiga com origens na Índia, Krisnamacharya, considerado o Pai do Yoga moderno,  chamou-lhe «o grande presente da Índia para a humanidade». Com raízes que datam da Antiguidade, a prática analisa a pessoa como um  todo desde os primórdios.
O primeiro documento histórico sobre o yoga foi escrito pelo filósofo indiano Patanjali, com vida envolta em mistério. A lenda diz que terá vivido entre 500 e 200 a.C. altura em que terá codificado os Yoga Sutras, uma compilação de aforismos, ou seja, uma série de ensinamentos para referência dos que praticam Yoga. 
Se quiser saber mais pode ler o meu livro Yoga-me. Entretanto deixo um trecho sobre o que, para mim, representa esta prática que me mudou a vida.
Yoga é um estilo de vida, uma forma de estar de bem com a vida e connosco próprios. Alimentarmo-nos bem, ter uma prática de yoga diária, estarmos fortes, sentirmo-nos saudáveis.
É uma busca de amor, um abrir o coração e uma acalmia da mente. Como quando, numa noite de lua cheia, vemos o reflexo do luar num lago calmo e sereno. Torna-se, então, uma busca diária de como chegar a esse estado de perfeição e de completude. Queremos ser essa paz.
No momento em que começamos a experienciar essa forma diferente de viver, a vida transforma-se. Percebemos que, afinal, esta passagem será sempre feita de desafios, de momentos, de circunstâncias, de altos e baixos, de encontros e desencontros. Podemos é evoluir na forma de a surfar, porque o descanso final reside no interior. 

como sugestão deixo um vídeo com uma breve história e festas felizes..


EN
Yoga was declared Unesco´s world heritage - this is such great and beautiful news! I love as a journalist to support good and positive news. 
Yoga, an ancient Indian discipline, joined the intangible cultural heritage list compiled by Unesco, the United Nations Organisation for Education, Science and Culture. «The Intergovernmental Committee unanimously took the decision on 1st December during its annual session that took place in Addis Abeba, Ethiopia», states the text. The 24 members of the Committee adopted the resolution in recognition of yoga’s «influence on Indian society, from health and medicine to education and the arts”». 
Yoga is a sanskrit word which means to unite. Tou unite what? The mind with the body and soul. All as a one. The benefits of this ancient Indian discipline have now been recognised by Unesco.
Unesco´s decision adding yoga to world heritage list, highlights how this practice is important for «unifying the mind with the body and soul to allow for greater mental, spiritual and physical wellbeing». In addition, «it is practised by the young and old without discriminating against gender, class or religion» and «consists of a series of poses, meditation, controlled breathing, word chanting and other techniques designed to help individuals build self-realization, ease any suffering they may be experiencing and allow for a state of liberation», can be read in Unesco´s text . 
A little background 
Developed in India, Krisnamacharya, considered the father of Modern Yoga, said «Yoga is the greatest gift from India to humanity». Its origins go back to unmemorable times, into Antique times.  Already by then, the practice aknowledged a person as a unity.  
The first historical document concerning this practice was outlined by the Indian philosopher Patanjali whose life is veiled in mystery. The legend inspires he lived between 500 and 200 a.C. His work, «The Yoga Sutras», is still considered the reference book of those who perform the discipline. 
I here translate some sentences of my book Yoga-me about my perception of Yoga.
«Yoga is a life-style, being good with life and us. Eating well, having a daily practice, staying strong, feeling healthy. Its a search for the Love, a door to the heart opening and the stillness of the mind. As when in a full moon night we see the reflection of the moonlight in a calm and serene lake. It becomes, therefore, a daily search for that state of perfection and oneness. we wish to be that peace. In the moment we start experiencing this way of living, life transforms. We understand that, at the end, this is just a journey filled with the ups and the downs, the challenges, the circumstances, the moments. We can then grow the way of surf life, because the final rest remains to be within». 
as a suggestion I leave movie about yoga   and wish everyone a warmy and nourishing season..




moon days are sacred days

14.12.16






PT
eu honro as luas
foi assim que me foi transmitido na tradição do Ashtanga Yoga. muitas questões me colocam e escrevi neste post o que fazer com a prática nos dias de lua.
pessoalmente escolho estes dias para modificar a minha prática, conectar com o meu feminino e eventualmente ser mais suave. medito mais tempo, faço permanências. 
diz a lenda que se nos magoamos em dias de lua leva mais tempo a recuperar... na realidade o meu joelho fez aquele clack, que ainda hoje ouço, numa lua. estava em Bingin, no Uluwatu a passar uma noite com amigos e filhas e aquele som ainda hoje me afeta. depois foi um roller coaster de factos que levaram a um joelho muito dorido, líquido, inchaço. uma história para contar um dia com mais detalhes 😅 o facto é que me fui curando, com tempo, paciência, cuidado, entrega, aceitação. hoje estou e sinto-me 85% bem. sempre com cuidado e consciência e posturas como padmasana ou marichasana d não são o mesmo mas são o que são. e é com isso que tenho de me sentir bem.
hoje é dia de lua ou foi ontem, as informações são contraditórias, eu celebro hoje. escrevo, cuido da casa, vou dar um passeio, dei uma aula diferente em lisboa.
o importante para mim é honrar estes dias e ser consciente da sua existência, abrir espaço e criar esta consciência ~ porque tudo é sagrado. a vida é sagrada. e nós seres cósmicos. que a lua nos acompanhe e em harmonia sejamos felizes.
namaste

EN
I honor moon days
this is how I was taught in the tradition of the Ashtanga Yoga practice. students and curious people  ask a lot what to to on moon days in regards to the practice. I wrote about it in this post  
personally I choose these days to modify my practice, to connect with my feminine, be softer, meditate more, stay in  permanence. breath in permanence. 
they say there is a legend that in moon days if we hurt ourselves it takes longer to recover ... in fact my knee made that clack ~ I still hear it ~ in a moon day. I was in Bingin, Uluwatu, spending a night with friends and my daughters and that sound came.. still affects me today. after that it was a roller coaster of facts that led to my story and my knee - pain, liquid, swelling knee. a story to one day tell in more detail 😅the fact is that I grew so much with my knee, not just on a emotional side knowing myself, my ego, forgiving, understanding, non judging. strong ones. 
in fact I healed myself, with time, patience, care, letting go, acceptance. today I feel 85% good. careful present and conscious, eventually postures like padmasana or marichasana d are not the same but they are what they are and that is totally fine. 
today is moon day and I write, I take care of the house and myself, I go for a walk, I say hello to special friends, I connect, I adapt my class in lisbon.
what i feel is that honouring these days and be aware of its existence opens space to create consciousness as everything is sacred. life is sacred. and us cosmic beings.
may the moon guide us in harmony.
namaste





namaste - what it means · how it feels

7.12.16

PT
namaste
o que significa afinal este som que tanto e cada vez mais ouvimos.. namaste... 
ouvimos na Índia ou no final das aulas de yoga - eu adoro este som e digo muito. namaste. é normalmente feito unindo as palmas das mãos em frente ao coração acompanhada de um natural gesto de reverência, de respeito, de honra - de nos honramos uns aos outros. mesmo em silêncio este gesto é bonito e tem o mesmo significado.
na Ásia é muito usado - é um cumprimento ou saudação. literalmente significa «eu curvo-me perante ti». esta palavra vem da ideia de que guardamos uma centelha divina dentro de cada um de nós - situada no chakra do coração, uma espécie de reconhecimento da alma de um na alma do outro. 
é muito lindo, se pensarmos na energia que está por trás, não estamos apenas a querer saber se o outro está bem, estamos a reconhecer-lhe a essência divina, a tal partícula do universo que somos que faz de nós seres cósmicos e únicos na essência.
experimente. junte as mãos no chakra do coração e sinta-o. sinta o amor em si, se curvar a cabeça e fechar os olhos entrega a sua mente ao divino. faça um namaste a si mesmo como técnica de meditação e vá fundo dentro de si. 
namaste abre espaço onde dois indivíduos se juntem num lugar de conexão energética, onde a união dos espíritos pode florescer e ganhar uma dimensão de beleza e realização, numa vibração superior, num espaço onde queremos sempre estar.
namaste.

EN
namaste
what means after all this sound that we hear so much .. namaste ...
we hear it in every corner in India or at the end of yoga classes - myself I love this word and I actually use it quite a lot, feels good to me vibrating the sound of namaste...
It is usually used by joining the palms of the hands in front of the heart accompanied by a natural gesture of reverence, respect, honor - we honor one another. even in silence this gesture is beautiful and carries the same meaning and energy.
In Asia is much used - as a greeting or salutation. Nama means bow so namaste literally means «I bow to you» - the word comes from the belief that we keep a divine spark within each of us - located in the heart chakra, an acknowledgment of the soul in one by the soul in another.
It is very beautiful, if we think of the energy behind, we are not only wanting to know how the other one feels, we are recognising our Divine nature, that particle of the Universe we are which makes us cosmic beings and unique essence.
Try it: join hands in the heart chakra and feel the vibration, the flow of the Divine. feel the love in yourself, bow your head, close your eyes and surrender your mind to the Divine in the heart. Make a namaste to yourself as a meditation and go deep within yourself.
namaste allows two individuals to come together in a energetically place of connection, a place where the union of the spirits can blossom into where only beauty prevails, on a higher vibration where we don't wish to ever leave..
namaste