how many surya namaskar A and B?
1.6.17
PT
Muitas vezes os alunos perguntam-me quantos Surya Namaskar ou saudações ao Sol devemos fazer por dia. Quando comecei fazíamos 5x A e 5x B. Fiz assim durante anos sem perguntar ou questionar. Lembro-me que não gostava dos «salutes b», ficava cansada, eram difíceis para mim. Incrível como hoje adoro e faço vários do A e do B quando preciso aquecer.
Hoje foi um daqueles dias difíceis de prática. Tive um mês de Maio com muita coisa nova a acontecer e sinto agora o cansaço no corpo. mesmo cansada... então hoje apesar de não ter acabado nos suryas, o facto é que eles foram a minha prática. Aqueci e limpei alguma toxina do cansaço.. e sinto-me bem melhor!
Mas voltemos à pergunta inicial. Posso dizer do que fui aprendendo os longo destes anos todos...
Se seguirmos a escola de Sharath Jois, que faço todos os dias, fazemos 5 Surya A e 3 B. É essa a sequência nas suas aulas guiadas.
Se estamos a aprender, posso sugerir voltar um pouco aos old days e fazer 5 de cada (os mesmo old school faziam 8 de cada ou mais!). A ideia é ganhar energia e construir força. Especialmente se ainda não estamos no final da primary series.
Mas, no fim de contas, estamos aqui para nos fazer sentir bem. Para mim o lema é: faz o que se adapta a ti. No Inverno faz mais, no Verão reduz para a contagem tradicional. Mas se paraste por algum tempo e os 8 no total são demais, vai ganhando resistência e adicionando um a um.
E se não houver mais tempo de prática então os surya namaskar são ótimos para alinhar o corpo e mente logo pela manhã. Faz quantos quiseres. Acima de tudo, enjoy!
Vejam em baixo a sequência em foto o Surya Namaskar A e...
já são antigos mas ainda funcionam bem (qualquer dia aventuro-me a fazer uns novos, acham bem? falem comigo, a vossa opinião é muito importante para mim!)
EN
Students often ask me how many Surya Namaskar or Sun Salutations to the Sun should we should make per day.
When I started I did 5x A and 5x B. I did it for some years without asking or questioning. I remember that I did not like 'salutes b', I got tired, they were difficult for me. Amazing how I love them today and make a bunch of A and B when I need to warm up.
Today I had one of those difficult practice days. I had a month of May with a lot of new things happening and I now feel tiredness in my body. So today despite not finishing in the suryas, the fact is they were THE practice. I warmed and wiped some toxin out of tiredness ... and I feel much better!
But let's return to the initial question.
I can share what I've been learning through all these years ...
If we follow Sharath Jois' school, which I do every day, we do 5x Surya A and 3x B. That is the sequence in his guided classes.
If we are learning, I can suggest going back a little to the old days and doing 5x each (the real old school would do 8x each or more!). The idea is to gain energy and build strength. Especially if we are not yet at the end of the primary series.
But at the end of the day, we are here to make us feel good. For me the motto is do what suits you best. In winter do more, in summer reduce to the traditional count. If you stopped for a while and the 8 in total are too much, gain resistance and add one by one. And if there is no practice time then the surya namaskaras are great for aligning body and the mind early in the morning. Do as many as you want. Above all, enjoy!
fotos das minhas lindas Rita Ferro Alvim e Mariana Sabido.
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30.5.17
PT
Um dia um professor de yoga disse-me que se eu quisesse saber onde estou na minha caminhada pela autoconsciência... o melhor para um check up seria passar uma semana com a família! Tenho a certeza que todos entendem!
Um dia um professor de yoga disse-me que se eu quisesse saber onde estou na minha caminhada pela autoconsciência... o melhor para um check up seria passar uma semana com a família! Tenho a certeza que todos entendem!
Desde então nunca mais esqueci esta frase. Analiso-me, respiro antes de falar (ou berrar ahah!), fujo quando a conversa é só para andar às mesmas voltas de sempre... etc etc... mas também sei que, a avaliar pelo que me disse o meu professor, o caminho ainda é longo. Mas está melhor sem dúvida. Até porque sei que muitas coisas não são minhas, são dos outros; eu espelho o que me vai na alma portanto a minha reação é que pode mudar o que acontece quando estou por perto. A minha e a de todos.
Este fim-de-semana foi a comunhão das minhas filhas. Um dia lindo, cheio de magia, e as meninas habituadas a festividades sagradas levam tudo muito a sério, o que me deixa muito feliz. depois de anos em cerimónias balinesas, o sacramento foi de Cristo. As duas felizes. (apesar da Johanna estar doentinha..)
Juntou-se família, família emprestada, família de família, um patchwork interessante. E tudo correu bem. Talvez porque aquele dia em que o meu professor me disse aquela frase. Não são os outros, sou eu. Então é em mim que tenho de analisar o que se passa. Este check passei, o yoga e a sua magia..
Do meu livro ~ não peça amor, seja a personificação do amor, porque ele é um estado de consciência, em ligação com o seu espírito. Irá, assim, acender o fogo do amor à sua volta. E quanto mais der, mais irá receber.
EN
One day a yoga teacher told me that if I wanted to know where I am on my journey for self-awareness ... the best thing for a check would be to spend a week with the family!
Since then I have never forgotten that sentence. I analyze myself, I breathe before I speak (or shout ahah!), I jump off when the conversation is the same usual... etc etc ... but still I am aware, the way is still long. Also because I know a lot going on is not mine, it belongs to others; I am just a mirror of my own soul so my reaction can change the energy when I'm around...
This weekend was the Holy communion of my daughters. A beautiful day, full of magic, and the girls used to sacred ceremonies took everything very seriously, which makes me very happy. After years in bali hindu ceremonies, it was time for Christs Sacrament.
It was an interesting patchwork, family, extended family, family of family. And everything went well. Maybe because that day my teacher told me that sentence... the yoga and its magic.
From my book ~ «do not ask for love, be the embodiment of love, because it is a state of consciousness, in connection with your spirit. You will thus light the fire of love around you. And the more you give, the more you will receive».
We will continue opening our hearts
23.5.17
PT
Comecei esta semana com um simples instapost para abrir o coração. Na prática como na vida, este constante abrir, esta extensão, esta respiração de pulmões bem abertos eleva-nos o espírito, enche a alma e abre para a vida! Ou não seria uma inspiração...
Hoje tinha outra ideia para escrever um post, mas o que aconteceu pela manhã desviou-me. Fiquei a pensar nas mães que tinham os seus filhos no concerto em Manchester. Fiquei a pensar nos adolescentes e crianças que foram vitimas de violência de alguém que não está bem e que pensa que a espalhar horror vai ficar melhor. Mães como eu...
O que disse no início e no post do insta ganha ainda mais força. Ao abrimos o coração, ao nos inspirarmos cada dia pela vida, ao nos tratarmos bem, sentimos que a violência não tem lugar.
Os Yoga Sutras identificam 5 yamas ou condutas morais - ahimsa ou não violência é uma delas. Estar em sintonia com os nossos pensamentos acções, manter a calma, tratar-nos bem e ao nosso corpo. Não causar sofrimento a outros seres, sejam animais ou insectos e plantas. Sem violência um dia ela acaba pr si. É só isto que posso dizer a quem pôs a bomba no concerto de Manchester. Nós somos fortes e vamos continuar a abrir o coração e a encher-nos de vida. Essa é a razão que nos faz estar aqui.
(se gostava de conhecer os outros passos do Ashtanga Yoga, estão no meu livro! é só clicar aqui)
Winston Churchill
EN
I started this week with a simple instapost inspiring to open the heart. In practice as in life, this constant opening, this extension, this breath raises our spirit, fills our soul and opens us to a higher degree in life!
Today I had another idea to write a post, but what happened in the morning made me change my mind. I was thinking of the mothers, mothers like me, who had their children at the concert, in Manchester. I was thinking on the teenagers and children who were victims of violence from someone who is not well and who thinks that spreading horror will make them feel better.. so much confusion in the heads.
What I said at the beginning gains today more strength. When we open our hearts, as we breathe in our daily life, as we treat ourselves well, we feel that violence has no place.
The Yoga Sutras identify 5 yamas or moral conducts - ahimsa or non-violence is one of them. Be in tune with our actions and thoughts, keep the calm, treat yourself well as well as your body. Do not cause suffering to other beings, be they animals, insects and plants.
Without violence one day it just ends. That's all I can tell you who put the bomb in the Manchester concert. We are strong and we will continue to open our hearts and fill ourselves with life. That's the reason why we are here.
I am back
16.5.17
PT
É caso para dizer... estou de volta. Depois de um interregno, que senti necessidade fazer, sinto agora vontade de voltar às minhas partilhas yogis. Tanto aconteceu durante esta fase, talvez por isso tenha sentido necessidade de sentir, menos de falar... seja que razão for, a verdade é que estou aqui e com imensa vontade de voltar a escrever e a partilhar as minhas viagens pelo maravilhoso mundo do yoga.
este fim-de-semana Portugal foi sucesso. Papa e Salvador .. enquanto isso facilitava um retiro de yoga no Convento da Serra a Arrábida, talvez um dos locais mais lindos que temos. A energia foi linda demais, tocou-nos a todos, eu senti o yoga a correr-nos pelas veias, vi os olhos dos praticantes a iluminar, a irradiar Amor! senti que estou no meu caminho, a inspirar estes corações lindos e oferecer os ensinamentos de um método que nos transforma, que nos dá paz, clareza de mente, força.
Foi um grupo especial para mim pela razões que passo a explicar.
Havia 3 mães e 3 filhas, tocou-me muito. mães que ofereceram o retiro de yoga às filhas, filhas que acompanharam as mães para esta experiência íntima, mães e filhas que decidir mergulhar nesta viagem de um retiro na descoberta... a ligação mãe filha bem acarinhada ajuda a mudar o mundo.
As irmãs que vieram na busca de algo que tanto anseiam ou procuram.. uma união de outras vidas que conhecem, conscientes da responsabilidade que têm não fogem dela, ali se abriram e isso refletiu-se até na cara, quando partiram pareciam diferentes... muito mágico!
As amigas que entretanto o yoga uniu, que se conheceram nas minhas aulas e que juntas de Cascais até Bragança mantém a ligação porque acreditam na mesma forma de vida. é assim que construimos uma comunidade baseada em like-minded people, muito importante neste caminho em que por vezes nos sentimos aves raras no meio do mainstream...
às minhas alunas que vieram de longe para o retiro... fico tão feliz por entrarem neste caminho de coração aberto, as mudanças já se vêm!
às outras amigas que se entregaram e que vinham (apenas...) pela serra da Arrábida e no final até foi bem mais do que isso! um bem haja, afinal o que nos unia era maior.
a quem veio pela primeira vez ter comigo... agradecida, muito!
O nosso Homem fantástico e lindo que deixou a família e um trabalho stressante por um fim-de-semana para se entregar, nem me conhecia nem nunca tinha lido o meu livro e aqui deixo ao Nuno um grande beijinho - haja muitos mais que bem precisamos de homens assim!
e aos maridos que deram de presente o retiro (que queridos!) sabendo que quando fazem algo assim pelas suas mulheres, estão a criar uma corrente de amor na família que vai beneficiar todos.
Senti um orgulho especial pois uma das minha marcas favoritas portuguesas, a Iswari de quem compro há anos os produtos e os tenho visto a crescer... foram apresentar os produtos no retiro e nos saboreou pelas mãos da Débora e da Daniela um fantástico e super lanche com bolinhas energéticas, smotthies, misturas de super foods! Quem leu o meu livro e me segue, sabe o quanto sou fã destes produtos na nossa alimentação.
E obrigada à dream team que me envolve, sem eles não seria o mesmo. A fantástica organizadora Isabel, à Sra. D. Piedade que nos enche a barriga depois de uma prática intensa, à Célia que por trás mantém tudo a correr bem, ao Sr Quirino, o nosso fantástico guia que nos conta as histórias da Arrábida envoltas nos segredos de Portugal!
Um retiro muito especial, em suma.
Para o ano há mais! Entretanto quem quer saber mais sobre o meu calendário basta clicar aqui. Convém ir vendo pois estou sempre a fazer updates e há mais a cozinhar!
um agradecimento especial à minha querida Sónia pela fotos maravilhosas!
um agradecimento especial à minha querida Sónia pela fotos maravilhosas!
Obrigada
Namaste
when yoga is your truth
27.1.17
PT
Ser verdade para nós e verdade para os outros é satya, uma das partes do primeiro passo do Ashtanga Yoga, como Pathabbi Jois descreve no seu Yoga Mala:
«Satya pratishthayam kriya phala shrayatvam
ao ser enraizado na verdade, haverá certeza no resultado das ações
Patanjali Yoga Sutra ii: 36»
uma aluna há dias perguntava-me como lidar com a família e os amigos que não percebem que pratique e que sinta o chamamento pela prática de yoga, com a qual tanto se identifica e quer conhecer mais profundamente. esta questão, Ana, muito pertinente, não é apenas tua, é de todos os que entram neste caminho.
a Ana veio de longe, de Bragança, e não perdeu a oportunidade de vir fazer uma aula comigo. a determinação e a vontade superaram os obstáculos. senti na aula que o yoga já lhe corre no corpo e percebi a receptividade em querer aprender e saber mais.
tão bem que percebo a Ana. conheço as incertezas que os outros nos causam - o certo é que tudo faz parte do processo. a minha astróloga dizia-me há dias que agora, mais do que nunca nesta idade do Kali Yoga, os obstáculos vão ser maiores, pois a lado negro está forte e para o seguir do caminho da Luz é necessário uma total clareza e entrega.
Ana querida este post é para ti e todas os que sentem o mesmo que tu. este caminho não vai ser o mais fácil. mas é o mais lindo e o que mais nos preenche.
Ana querida este post é para ti e todas os que sentem o mesmo que tu. este caminho não vai ser o mais fácil. mas é o mais lindo e o que mais nos preenche.
este é o teu processo, e esta limpeza espiritual. vais ter dúvidas, vais sofrer, vais espernear, vais questionar o que andas a fazer à tua vida - mas, acredita, esta viagem já não tem regresso, compraste o bilhete de partida, agora enjoy!
o que fazer: não desistir, praticar e seguir sempre o que o coração nos diz. tenta entender quem te rodeia, quem te vê a mudar não sabe mais o que esperar da Ana que pensavam tão bem conhecer. não te esqueças que é o medo do desconhecido que vem acima quando olham para ti e vem-no refletido em ti.
segue a tua história, a tua verdade, o teu dharma. vais encontrar o equilíbrio.
o que fazer: não desistir, praticar e seguir sempre o que o coração nos diz. tenta entender quem te rodeia, quem te vê a mudar não sabe mais o que esperar da Ana que pensavam tão bem conhecer. não te esqueças que é o medo do desconhecido que vem acima quando olham para ti e vem-no refletido em ti.
segue a tua história, a tua verdade, o teu dharma. vais encontrar o equilíbrio.
EN
to be the truth to yourself and the truth to others, that is satya, one of the parts of the first limb of the Ashtanga Yoga, as Pathabbi Jois describes in his Yoga Mala:
«Satya pratishthayam kriya phala shrayatvam
Upon being established in truth, there is surety in the result of actions
Patanjali Yoga Sutra ii: 36»
this means that one´s actions and one´s thoughts should be one. when we live truthfully we are in tune and when we are not real we create many thoughts in the mind which go against the raja yoga objective of calming the mind.
A student asked me how to deal with family and friends who do not understand why she is practicing or why she feels the call for yoga, with which she identifies and wants to deepen. this question, Ana, very pertinent is not only yours, we all that came across this path felt it at some point.
when I saw Ana in the class room I saw her determination and how yoga is already flowing in her body and her soul. I felt the receptivity and the commitment.
I know how doubts feel like, all the questions and the obstacles of the mind - its, in fact, all part of the process. they even say at this Kali Yoga times we are most challenged and all will make you go through greater difficulties in your spiritual path - just for us to prove we are clear on our way.
Ana, this choice will not be the easiest. but it is the most beautiful and the one that fulfils us most.
this is the beggining of your spiritual cleansing. You will doubt, you will suffer, you will question what you are doing to your life - there is no turning back.
what to do: not to give up, keep practicing and always follow what your heart tells you. try to understand those around you, who see you changing and do not know any longer what to expect from the Ana they thought they knew so well.
fear is what comes up when they look at you, fear from the unknown as they just see their own reflection when they look at you.
follow your story, your truth, your dharma. clearance will be attained.
girls moon days - what to do according to the lady of yoga
18.1.17
PT
hoje o post é dedicado a ti querida Inês.
sim tu que és uma fonte de energia, força, calor e famosa pela eterna pele de pêssego mesmo hoje que completaste esta linda e feminina idade de 40. um tempo em que tudo parece fazer mais sentido, querermos sermos quem somos, como somos, aceitarmos o que nos vai na alma, fazer o que mais nos move, comove e acreditamos. quando fica claro que somos nós que construímos a nossa realidade. e que o verdadeiro Amor vem de dentro e é essa a razão que sempre nos fez e faz sorrir - porque somos assim, ao natural.
mas dizia hoje é em especial para ti. para ti que fazes trinta por uma linha para vires às minhas aulas de yoga, que literalmente desafias governos para poderes ter aquela hora para ti, que sabes e reconheces o quanto é importante poder finalmente respirar por uns singelos mas intensos 60 minutos, mesmo que respirar na sua plenitude ainda pareça uma tarefa hercúlea e distante de conhecer os verdadeiros efeitos profundos. a ti mãe, mulher, irmã, filha és um exemplo e uma inspiração para todas e eu sei que muito ainda está aí para acontecer e desabrochar. o yoga (e eu no que puder fazer para ajudar) é a ferramenta para que chegues aos portos que tanto anseias, inteira e em paz.
e porque hoje é para ti - aqui fica o que tanto me perguntas: como é isto de praticar nos nossos dias de Lua, ou seja, quando temos a história, a menstruação, com que todos os meses somos abençoadas?
vou-te contar o que me disse a mim a mãe do meu Professor, uma senhora do Yoga, filha do Pattabhi Jois - Saraswati Jois e de quem publiquei aqui a entrevista que lhe fiz há uns anos.
Saraswati tem nome de deusa e ela própria encarna com uma simplicidade o legado que a vida lhe deixou. O facto de ser mulher, mãe e avó dá-lhe uma perspetiva muito feminina do yoga. Acredita numa prática igual para homens e mulheres, mas sabe que «somos diferentes fisicamente, portanto há que tomar em conta esta diferença».
Começa logo pelo ciclo lunar feminino. «As mulheres têm os dias de lua todos os meses e a capacidade de engravidar e dar à luz. Por isso é bom praticar, mas é também importante saber descansar, especialmente se trabalham o dia todo e ainda cuidam da casa e da família». Saraswati recomenda repouso nos primeiros 3 dias da menstruação. «Na Índia, de acordo com a tradição brâmane, as mulheres descansam nesses dias, não cozinham nem entram na cozinha, são outras que o fazem para elas.»
Por isso querida Inês, já sabes, os primeiros 3 dias devem ser de repouso. Se não praticas todos os dias e não queres perder um desses dias de prática, é essencial que as posturas finais, as invertidas, não se façam.
(Por favor leiam em inglês abaixo um extracto da entrevista completa.)
EN
Today is for you my dear sister. you girl, woman, source of energy, strength, warmth - you that just completed this beautiful feminine age of 40, this beautiful time when all seems start making sense, just by being as you are and accepting the journey as it is filled with joy and clarity. fits you so well dear Ines.
I am so proud of you. for being such a brave angel joining every time my yoga classes, for literally challenging governments and stablished powers to be there, for fighting for your space in the «normal» society, creating space to have that one hour for you, that one hour when you can breath, because you know and recognize how important it is finally to be able to breathe for simple 60 minutes even if breathing in its fullness still seems a Herculean task of knowing the true deep effects. But you trust the process with a strength of a light warrior. I am so proud of you. You mother, woman, sister, daughter - you are an example and an inspiration for all of us.
And because today it is for you - here is what you asking me all the time: how is it to practice in our Moon days?
I will tell you what the mother of my Teacher, the Yoga lady, the daughter of Pattabhi Jois - Saraswati Jois, told me, and from whom I published an interview she blessed me with a few years ago.
Saraswati has the name of a goddess and she herself embodies with simplicity the legacy that life has presented her.
Being a woman, a mother and a grandmother she has a very feminine perspective. She believes in an equal practice for men and women, but warns that "we are physically different, so we must take this difference into account".
FV: Why is it that women should not practice ashtanga yoga during the first three days of their period?
RSJ: For some women it is very difficult to practice during these days, because of pain or that they bleed a lot. Most women work a lot and need to rest and to take it easy for three days every month - it is very important! It is not good for the body to practice hard during the days when you bleed the most and during the period women should not do Salamba Sarvangasana or Sirsasana. Here, in India according to the Brahman tradition the woman rest these days, she does not cook and does not even go into the kitchen. Other women cook for her and she eats and sleeps a lot!
FV: Is there a more subtle explanation for this Saraswati?
RSJ: That is to let the body rest the three first days of the period so that the menstruation cycle is not disturbed. For some women, who do not rest from the practice those days, the period may disappear or becomes irregular and it can be difficult for them to become pregnant. The organs in the body are purified through the asanas and that is very good, but not during these days. It is also important to eat properly. Many women say that they do not want to eat dairy products, but women who practice yoga need milk and ghee twice a day. Especially ghee is important because it cools the body. In the yoga practice the body becomes very hot and you sweat a lot. It is not good to eat too much ghee, though, and the ghee should be pure and of good quality. One teaspoon in the morning and in the evening is enough. If you eat pure ghee you do not have to be worried about getting too much cholesterol. My father likes ghee a lot and he used to have maybe a little bit too much of it in his food - I had to tell him not to, ha ha ha! After giving birth, the woman should also eat ghee and drink milk to recover.
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