mission#dharma#madewithlove#fulfilment#yoga

23.5.14
quando descobrimos a nossa missão, o nosso dharma, a razão de viver, e percebemos o rumo, tudo ganha sentido. é como um momento de iluminação. 
não que as dúvidas acabem nem que os medos desvaneçam mas se o caminho é certo, se vem do coração, com amor, então estamos perante algo maravilhoso
fomos para o galungan (uma espécie de natal balinês) então visitar um casal amigo português que acabou de abrir um boutique-hotel em Bingin, no uluwatu. 
o sítio começa logo com um nome lindo. sal. é branco que nem cal. e faz-nos sentir aconchegados e confortáveis como se da nossa casa se tratasse.
recomendo a visita e estadia para quem venha a bali e queira uns dias de praia. mas não está só lindo, está feito com o amor e a alma da Sandra e o Miguel Lacerda leitão. é uma extensão do amor que têm, da vida que sonharam e concretizaram. não ficaram presos à inviabilidade da mudança, mudaram, sofreram, tiveram trabalho, tiveram stress... tudo em nome da visão que sentiram e acreditaram. e fizeram. isto é o verdadeiro yoga :) são uma inspiração para todos nós. 



Por cá há muitas histórias assim, Bali inspira.  Tenho aprendido essencialmente com os americanos que vivem em Ubud. um negócio é algo que devemos ter na vida, é uma extensão do que somos, e um propósito. ter algo nosso, que criamos, que vem com o coração. o dinheiro faz parte e se a energia vem de dentro, com alma e amor, o dinheiro vem. dinheiro que dá prazer, não dinheiro por dinheiro ou para viver a encher uma conta bancária com medo de... quê na realidade? 
uma perspectiva nova, mais prática e desafiante. o negócio não é só para os que arriscam, nem para os que sonham, é uma necessidade. viver de um contrato de trabalho, horas dentro de uma empresa para o salário ao final do mês... sim... ok... é confortante mas são raras as pessoas que se sentem de facto realizadas e que estão «a construir o jardim». para quem ler este post aqui fica o desfio, just lets do it!! a vida é esta!!
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na realidade nunca tinha pensado em ter um negócio meu se não tivesse saído de Portugal. aí tudo é difícil, e há infelizmente uma cultura instalada de invejar o sucesso do outro. mas é um bloqueio nacional que tem também de crescer e abrir-se, permitir, organizar, deixar crescer o que venha feito com alma e qualidade. os portugueses são ótimos, fazem coisas lindas e portugal é uma daquelas pérolas do mundo que tem de ser muito cuidado e preservado. é a nossa diferença, e é tão linda. eu vou seguir a inspiração da sandra e do miguel.




when we discover our mission, our dharma, the reason to live, everything starts to fall into place. not that the doubts and fears will eventually disappear but if the path is right, if it comes from the heart, with love, then we are dealing with something wonderful.
for galungan (a kind of Balinese christmas) we went to visit some old friends (I know Sandra since Macao!) who just opened a boutique - hotel in Bingin, in Uluwatu.
it starts with the perfect name already. sal means salt in Portuguese. The place is gorgeous. but it is not only beautiful, it is made ​​with the heart and the soul of Sandra and Miguel. it is an extension of the passion they had, the life they dreamed off and realised. and they did it! this is the true yoga :) and an inspiration to all.
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Around here there are many stories like that. I have learned mainly with Americans living in Ubud. a business is an extension of who we are. have something of our own, that we create and that comes from the hear, with the real passion. money will just happen as the result of the love you give to something. I will definitely follow Sandra and Miguel´s inspiration and have my own business. It is very clear to me. 




*love life and fulfilment*

kidsyoga#greenschool#greeneducation#ecokids#tranformation#bethechange#newschools

17.5.14
esta semana tive o privilégio de assistir às aulas de yoga dos pequeninos, os geckos da Green School. foi a minha estreia em aulas para crianças e amei! 
na green school o yoga é uma actividade normal, faz parte do percurso dos alunos. é obviamente uma escola visionária, onde não se forma apenas alunos, nem pessoas competitivas, nem agentes de sucesso. forma-se pessoas, criativas, saudáveis, conscientes, felizes, ricas, não apenas materialmente mas sobretudo enquanto seres humanos.
é uma perspectiva linda de vida e é para mim uma das bênçãos que Bali trouxe, poder ter as minhas filhas numa escola toda construída em bambu, onde o contacto com a natureza é privilegiado, onde as crianças não são números nem notas académicas, são crianças felizes, inspiradas, onde subir ao palco é prática corrente, para cantar uma canção, ou para um teatro bem preparado, onde há um living food lab como restaurante, com raw food na escola! lindo! mas também há o warung com toda a espécie de bolos, panquecas, brownies, nada de extremismos ahah! 
numa sala de aula há crianças da Coreia, dos EUA, da Alemanha, da China, da Austrália... e de Portugal! São as minhas duas e a Sophia filha da minha querida sis Rita Teixeira Bastos que faz de Bali uma linda marca portuguesa para o mundo. 
é uma escola que está a construir uma comunidade global e uma network consciente e o faz de forma consciente e muito presente. 
E por isso, tal como a espiritualidade, a permacultura, a criatividade, e tantas outras actividades imprescindíveis para seres completos, também tem yoga, claro.
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Passei a manhã no yoga shala lindo da escola, sobre uma paisagem verde bem balinesa. Primeiro vieram os «bebezinhos», como dia a Bia, a professora de yoga, uma menina do Brasil linda e muito inspiradora que está na Green school a voluntariar. Tem 23 anos e uma alma gigante, estou muito agradecida por ter cruzado o meu caminho com o dela e poder contar-lhe o que adorava que me tivessem dito com a idade dela. Mas a Bia sabe mesmo muito e tem uma espiritualidade muito à frente. Obrigada Bia por partilhares comigo esta tua experiência, é uma benção também para mim.
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Com os pequeninos, o grupo dos geckos, a Bia contou o mantra a Ganesh om gam ganapatae namaha e todos sabem!! sabem também sugerir a sua posição preferida de yoga. é lindo mesmo. uma até cantou Lokah Samasta Sokino Bhavantu... que a mãe, inglesa, lhe canta todas as noites antes de dormir. may all beings everywhere be happy and free and may the thoughts, words and actions of my own life contribute in some way to that happiness and to that freedom for all.
já é outra frequência :)
Obrigada à Ibu Russlie, a professora dos geckos linda e super skilled.
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a aula dos kindies foi mais desafiante, são as crianças maiores, antes de partirem para a primária. o mais incrível é a concentração de crianças lindas por metro quadrado. como se na green school se entrasse numa realidade fantástica e perfeita harmonia e beleza. 
estava naturalmente ansiosa pelo momento da sala da Johaninha, desde o início do ano que me pedia para ir dar uma aula de yoga... hoje era o dia. que amor. estava feliz e eu também de poder dar-lhe este gostinho. os pais da GS participam todos em variadíssimas actividades da escola, desde dias especiais, campanhas, cultura, música. é o conceito comunidade.
A Ibu Jan Jan, a professora da turma dos starlings, até me escreveu:
It was our pleasure Filipa...you should have seen Johanna's eyes when she was going up the steps from the Yoga Studio...I could see the sparkles on it!!! So much love - xxx 
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a aula foi super querida, o yoga serve para nos divertirmos, todos os asanas vêm da natureza, até se diz que há tantos asanas como no universo!, e é divertido ser um leão, ou cobra, ou cão, ou árvore ou pedra... 
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no fim dei eu uma aula de introdução ao ashtanga aos adolescentes entre os 12 e 15 anos. foi muito engraçado e inspirador. gosto muito de dar aulas, é algo que também re-descubro em mim.
vou voltar para a semana, e levamos histórias para contar.  



This week I had the privilege of attending yoga classes with the early years at Green School . It was my debut with classes for children and I just loved!
At GS yoga its part of the students' careers. But we´re talking about a visionary school where students do not graduate to become just competitive people or very successful ones, they create real people, full of creativity, healthy, conscious, mindful. 
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my girls and me are very blessed to be part of this, its definitely one of Bali´s bliss and blessings. For us parents to have your kids in a school built on bamboo, where contact with nature is privileged, where children are treated as people, not numbers, where there is a living food lab as restaurant that offers raw food at school! amazing! 
in a classroom there are students from Korea, US, Germany, China, Australia... and Portugal! My 2 daughters and Sophia from my dear sis Rita Teixeira Bastos who created an amazing brand in bali with classy perfect and boho european touch. It is a school building a conscious community for the universe in a very conscious and focused way.
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I spent the morning in the beautiful yoga shala of the GS, with an amazing view to the balinese green horizon.
I came to assist the yoga teacher, Bia, the Brazilian girl, beautiful and very inspiring that volunteers at GS. She is 23 and an amazing soul. another sister :) how lucky I am. 
So Bia chanted the Ganesh mantra om gam ganapatae namaha, they all know it! then they had to show me their favourite yoga pose! and one girl knew the whole chant Lokah Samasta Sokino Bhavantu... her mother sings it to you every night before bed . «may all beings everywhere be happy and free and may the thoughts , words and actions of my own life in some way to Contribute que que to happiness and freedom for all». 5 years old and so cute. 
Thanks to Ibu Russlie, their teacher and another incredible soul. 
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class of kindies was more challenging as they see themselves as the big ones, ahaha. another thing is how many beautiful kids there are per square meter! as being at Green School is entering an fantastic and perfect reality just surrounded by harmony and beauty.
I was naturally anxious for my Johanna´s classroom moment. she is asking me since beginning of the year to give a yoga class ... today was the day. so sweet, for me and her, precious moment. GS parents participate and are very actually encouraged to participate in the school´s activities. being a special day, campaigning, culture, music, cooking, raising funds...
Ibu Jan Jan , the teacher of the class of starlings , wrote to me :
It was our pleasure Filipa, should have ... you seen Johanna's eyes when she was going up the steps from the yoga studio ... i could see the sparkles on it ! So much love - xxx
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the class was super cute with little human beings jumping happy, yoga happens for the joy and as all asanas come from nature its super fun to become a lion or snake, or dog, or tree or rock :)
at the end I gave a class to the adolescents, was so fun, they are just in that funny age, very inspiring for me. I rediscover the pleasure of giving classes!
I will come next week again, and will take stories to tell.


*yoga love bali blessings*




happymothersday#mothersoftheworld#sisterhood#befeminine

10.5.14
sei que já passou em Portugal, o dia da mãe aqui é hoje, na realidade é indiferente.. um feliz dia da mãe para todas as mães deste mundo, mãe somos todas, seja de que forma e juntas podemos tornar este um mundo melhor... em nome da Terra, a nossa suprema Mãe.
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happy Mother´s day! To all the women of the planet we are all mothers, lets be together and make the change for the better world... in the name of our Mother Earth.


*love to all the mothers and the big Mother Earth*

Foto Credits: http://crushfotografia.wordpress.com 

nature#myguru#feet#sand#earth#mother#roots

7.5.14
ok hoje vou escrever sobre algo que não tendo resposta estou a pensar no assunto, sim. Para muitos isto nem é assunto.. mas quando conhecemos gente do mundo todo, de culturas diferentes, aparecem mil assuntos novos para descobrir e falar.
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há dias fomos a Tirta Empul, um templo na água, um water temple lindo com uma água que os balineses acreditam ser purificadora... e é... lindo banho que tomámos, que boa energia a da água fresca.




mas a história de hoje não é sobre o water temple. mal chegamos ao sítio as minhas filhas dizem-me «mãe não trouxemos os sapatos, viemos descalças»...
bom tenho de admitir que me saltou a tampa, Bali é lindo, a liberdade também mas too much is too much... tadinhas ouviram uma descasca incluindo «vão para Portugal calçar meias e botas e casacos e gorros para aprender!» ahaha pronto. 
mas o que está por trás? aqui imensa gente anda descansa, o contacto com a terra é muito valorizado e até há movimentos em prol do contacto com a natureza.
*
o movimento palro (vem de paleolítico) é um tópico bem quente no momento. resumidamente este movimento proclama o regresso a uma dieta alimentar baseada no homem antes de existir agricultura, em que não comíamos cereais, farinhas, massas... como intuitivamente acredito e fascinam-me as técnicas ancestrais de conhecimento e saúde, reconheço que me faz sentido e até tenho cortado em todos os açúcares da chamada comida processada. 
mas é também um life-style. os paleo dizem que devemos andar descalços. e que estamos a arruinar-nos por usarmos sapatos. e com argumentos bem interessantes - o constante acolchoar dos pés nos sapatos em última instância enfraquece a mecânica do pé - um complexo e sofisticado órgão do corpo. não me convencem quando penso em países como a Alemanha ou Suiça ou até aqui nos trópicos :) mas é interessante ouvir e retirar sempre aquilo que pode melhorar a nossa vida.
neste caso, o contacto tão importante com a natureza.

Aqui fica um pequeno excerto do Journal of Environmental and Public Health:
“Emerging evidence shows that contact with the Earth—whether being outside barefoot or indoors connected to grounded conductive systems—may be a simple, natural, and yet profoundly effective environmental strategy against chronic stress, ANS [autonomic nervous system] dysfunction, inflammation, pain, poor sleep, disturbed HRV [heart rate variability], hypercoagulable blood, and many common health disorders, including cardiovascular disease. The research done to date supports the concept that grounding or earthing the human body may be an essential element in the health equation along with sunshine, clean air and water, nutritious food, and physical activity.”
Não me parece óbvio que vá deitar fora os meus sapatos todos, adoro-os, são lindos e até tenho saudades de usar sapatos, aqui em bali andamos sempre de havaianas (sim, já sei que sorte, mas acreditem quando é todos os dias também apreciamos o outro lado :). talvez um compromisso seja todos uns dias tocarmos na natureza com os pés descalços, seja na praia ou no meu quintal ou jardim. Para sentir as raízes, as nossas, de onde vimos e quem somos. 
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depois disto só tenho de encontrar o equilíbrio para as minhas filhas. andar descalças sim, ir à praia, ao jardim, sentir a erva fresca nos pés, todos os dias. ou a lama da terra molhada. mas no momento de sair, passear, andar no cimento, aí não faz sentido. e cimento já não tem a mesma energia. 




*love - nature is my guru*

today I am posting about something that might not even be a issue for you... but living in Bali really makes life very creative :)
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some days ago we went to Tirta Empul, a water temple, beautiful, with an amazing water that the Balinese believe its purifying, and believe me it really is! we had this amazing bath, what an energy you have after going inside that fresh water.

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but the story today is not about the temple... when we arrived at the site, my girls turn both to me and said «we didn't bring shoes, we are bare foot»... well, actually I have to admit I went bananas, Bali is beautiful, freedom too, but too much is too much... poor girls they heard a lot including «you are going back to Europe and have to put on shoes, socks, boots, jackets and all, to learn!» lol ok sorry :)
but what is behind? here a lot of people walk barefoot, the contact with nature is crucial and there are even movements for this style of life, like the paleo movement.
quite a hot topic at the moment. should we stop wearing shoes?
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the paleo people proclaim a diet based on what we used to eat before agriculture, so no grains, cereals, legumes, no added sugars... I have to admit that knowledge from our ancestors for health wisdom makes to me a lot of sense. and I have been cutting a lot in the sugar. 
but the pale movement is also a life-style.  
that includes the idea that wearing shoes is ruining us. their points are interesting stating that consistently cushioning our soles can only disrupt and weaken the normal mechanic of the foot - a complex and sophisticated organ. And there’s also the health benefits we’re missing out on by putting a rubber wall between our feet and the Earth. interesting but I wonder how it works in countries like Germany where it gets freezing cold or even here in the tropics where you get infections quite easily. but its always interesting to hear new ideas and take the best out of it. in this case the contact with nature.
Here a small piece from the Journal of Environmental and Public Health:
“Emerging evidence shows that contact with the Earth—whether being outside barefoot or indoors connected to grounded conductive systems—may be a simple, natural, and yet profoundly effective environmental strategy against chronic stress, ANS [autonomic nervous system] dysfunction, inflammation, pain, poor sleep, disturbed HRV [heart rate variability], hypercoagulable blood, and many common health disorders, including cardiovascular disease. The research done to date supports the concept that grounding or earthing the human body may be an essential element in the health equation along with sunshine, clean air and water, nutritious food, and physical activity.”
*
I am not throwing my lovely shoes out of the window but a compromise might be to touch every day in nature with my feet. on the beach, in my garden, too feel the roots, where we come from and who we are.
*
I just need now to talk with my girls and find the right balance. barefoot yes but when we are in the garden, the mud, in the fresh green grass, in the sand, every day. in the moment to go into cement, it doesn't make sense anymore, also not the same energy anymore.


*love - nature is my guru*



yoga#ashtanga#humbleness#love#sisters#life

4.5.14
uma senhora há dias veio a uma aula de yoga minha e no fim disse «vim a esta aula para te conhecer, eu precisava de te ver..» que coisa linda de se ouvir e ao mesmo tempo que intrigante..
uma senhora indiana que devia ter os seus 60 anos com um ar bem jovem, saudável e mais do que isso que já despertou há muito para o processo consciente de limpeza pessoal... veio a uma aula minha de ashtanga que estou a dar três vezes por semana num estúdio aqui em Ubud, no Radiently Alive.
que já fazia yoga desde que nasceu, praticava Shivananda, meditação.. tudo. Comecei a guiá-la porque não sabia a sequência, a ela e a mais duas alunas, uma a manha cunhada que me veio visitar, uma linda borboleta de nome Madalena, outra uma rapariga de origem chinesa mas americana, com umas sardas super doces e redondinha. 
Estavamos nós talvez em Uthita Trikonasa, a senhora diz-me que está em fasting há 5 dias.... e que ia descansar. Mas ela era tão natural que não havia nada a dizer, eu observava-a... a certa altura começou a falar e a contar a sua vida e o que sentia e o que sabia que tinha de curar. que já tinha experimentado tudo, ayurveda, medicina chinesa, convencional, detox fez a vida toda... que o corpo está limpo e de ph - perfect health - perfeito. mas que algo faltava e que ela não estava bem. 
Uauu e eu ali a olhar para aquela senhora que tem tanto para ensinar e na maior das humildades e de  forma tão natural, como se para ela fosse óbvio, vem ter comigo para me ouvir. queria o meu toque e magia. eu apenas lhe disse que ela tem de escutar bem o que lhe diz o coração. we are our biggest guru, I know she said... of corse she knew mas por alguma razão teve de o ouvir de mim. que benção.
Vive em Inglaterra há anos... e a certo ponto fiz a pergunta certa, se não terá de voltar para a Índia, lá talvez será feliz e completa para criar a sua missão. e os olhos da senhora disseram tudo. Aqueles 30 minutos de conversa que trocamos valeram muitas conversas e no fim demos um abraço longo, mas um verdadeiro abraço, daqueles que sentimos mesmo e depois olhamos nos olhos. 
e ambas agradecemos aquele encontro. e combinamos voltar a encontrar-nos. 
na realidade já nos conhecíamos, noutras vidas. tive uma feeling de que ela era família... 
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esta aula foi incrível, a chinesa chorou, chorou. a prática de ashtanga teve nela um efeito que na maioria de nós tem só passado muito tempo. 
eu senti na Índia. aquele lado emocional da prática, que vem do coração. que se abre.
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estes momentos que o yoga nos proporciona enchem-nos a alma mas sobretudo o coração. yoga is about the love, yoga is about surrender, sweet surrender. om shanti.
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a couple of days ago when I was teaching a class a lady came to me at the end and said «I came to this class to meet you, I needed to meet you». what a beautiful thing to ear and intriguing at the same time...
she was in her early 60´s looking very young and healthy and she knew a lot and was in her cleaning process since years. and there she was.
she practiced yoga since ever, Shivananda, meditation, chanting, every thing. I guided her throw the ashtanga yoga sequence as she didnt really know it, her and 2 more students, one my sister in love, beautiful Madalena, the other a Chinese girl from the States, with some really cute freckles.
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we were doing Uthita Trikonasana when she told me she was on day 5 fasting and she would rest... all in her was so natural, she was professional in these path, I just had nothing to say besides observe her.. at a point she calls me and starts talking and telling me all her story, that she knew she still has some things to cure. She knew her body was clean and in perfect ph. but something still not there. 
Uauu and me staring at that woman with so much knowledge and in the biggest of the humbleness she just comes to me as very natural for her and asks for my help. I just told her to follow her heart, that we are our biggest gurus, of corse she knew but the right question I made, «when are you back to India» I asked. Since years she in in the UK and that makes her struggle, we agreed she had to try her way in India and for that 30 minutes of talk it was like sisters meeting again for a small but huge revelation. we gave each other a big hug, a real one and stared each other. 
we both agreed to meet again. and we thanked each other. we were just meeting after a long brake :)
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the Chinese girl she cried and cried throw out her practice, she got the feeling about the ashtanga quite fast.. some of us take years to be emotional about the practice and there she was... I was astonished. and again she thanked me.
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What pleasure moments the yoga offers to us. we fulfil our mind but above all the heart. yoga is about the love, the surrender, sweet surrender. om shanti.

*love, humbleness and blessings* 






cleansing#fasting#transformation#rebuilt

29.4.14
Este mês fiz uma experiência maravilhosa que há muito tencionava fazer.  fasting, um jejum. uma limpeza interior e exterior. Um detox ao corpo e à mente. 
é um processo muito interessante não só no domínio físico mas essencialmente emocional. e como a nossa mente está tão programada para comer, comer, comer. o que mais gostei no fim foi a liberdade de não ter de comer! que maravilha, que leveza.
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6 dias de sumos verdes, chás detox, os dois primeiros dias com sopas raw... foi intenso, um curso com 20 pessoas em que passamos por emoções e sensações bem deep. ao fim de 5 dias estava radiante. 
pode-se não acreditar mais foi mais difícil voltar ao ritmo de comer do que entrar no processo de desintoxicação.
Para esta viagem tive a melhor das mensageiras. A Amy Rachelle, minha professora, uma americana do Arizona que anda no caminho da raw food há mais de 20 anos. Uma mulher cheia de conhecimento, partilhou mundos e abriu-me para experiências que nunca sequer tinha pensado existirem.  Foi a melhor guia para mais esta jornada de entrega.
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Os 2 primeiros dias foram fáceis. alguma fome os sumos verdes alimentam bem
Pepino, aipo, alface, zuchini, gengibre, limão. Primeiro estranha-se depois adora-se. Eu já bebia sumo verde em Portugal, a minha amiga Rita Ferro quando eu os levava para a SIC dizia «lá vem a Filipa com a sua sopa matinal» ahah...foi o início de uma digestão mais saudável. e porque alcalinizam o nosso PH para retirar a acidez. O nível de PH é sem divisões cientificas o espelho da nossa saúde.
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Como dizia, dois primeiros dias, fácil.  
No dia 2 fiz a minha primeira limpeza de cólon. sou muita vata e por isso fui-me curando ao longo dos anos com estudos e experiências a mim própria para equilibrar a minha digestão. a enfermeira disse-me a melhor coisa: que sou uma mulher muito saudável. adorei.
Dia 3.
Bom começou o mais difícil. Nesta fase já fazemos scrub à pele, massagens ao corpo, mantenho meu yoga e a toxicidade sente-se a sair.
senti-me bem, leve, clara, e parecia que a minha visão tinha ficado com laivos 3D! Começa-se a ver o que não se vê e a cheirar o que não se sente.
a minha prática foi mais calminha, sentia uma ligeira fraqueza mas de alguma forma o meu corpo agradeceu. as doses de açúcar que consumimos durante a vida (presente não só em doces mas em massas, pão, arroz) tornam-nos terreno fértil para as bactérias.
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é preciso força de espírito para entrar nesta experiência, não digo que não. também durante muito tempo refleti, mas as práticas ancestrais como esta (até Jesus Cristo fez jejuns) que a humanidade perdeu em nome de uma sociedade consumista (também de comida) tendem a fazer-me bem mais sentido do que aqueles ditos como "come imenso de manhã porque é a refeição mais importante do dia" ou "bebe leite senão não cresces"... 
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dia 4 foi de facto o mais difícil. a acidez vem ao de cima, a note foi mal dormida, acordei meia zonza, a língua branca, cansada. foi difícil. mas o trabalho que a Amy fez com o nosso grupo foi magnífico. de manhã discutimos os sintomas do detox, percebemos o que se passa connosco, falamos, estudamos. também faço este curso para poder depois orientar quem esteja interessado.
de tarde, temos todo um trabalho emocional... a libertação dos medos, os porquês das aparências, quem somos, o que podemos fazer. não cuidamos de nós e a nossa vida é levada a encolher os ombros porque é difícil mudar. sim, é, mas vale tanto a pena. digo por experiência própria.
*
depois deste dia mais difícil, no dia 5 acordei maravilhosa e cheia de energia. a minha família voltava de férias e eu estava com uma luz na pele que nem eu sabia que tinha. incrível. não comia há 5 dias e o meu corpo desintoxicava. que poder. que maravilha. recomendo. vivamente.
o momento da entrega do diploma.







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This month I had an amazing experience that I wanted to try since long... a real fasting, a internal and external cleansing, a detox to the body and to the mind.
very interesting process not just physically but essentially emotional. the best at the end was the freedom of not having to eat, how wonderful, how light
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6 days of green juices, detoz tea, just the first day I had a raw soup. we were around 20 incredible beings all sharing the same energy and experience and above all exposing ourselves to the beauty of life and realising that all is simple and we are all one...
my teacher Amy Rachelle she was an incredible guide, and the knowledge she has is just far behind any expectation, she is in the raw path for more then 23 years so really knows what she is doing. away form extreme situations or decisions she carried 20 stories in such a warm and charming way and with a look that I will never forget. she just goes inside you...
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the first 2 days are ok... nothing too wrong about not eating solid food...
day 3 things start to change... still felt ok, tired but ok and did my first colonic. I have been studying a lot about digestion because I have a bad one, very vata... but the colonic nurse told me something that really made my day: she said I am a very heathy person. So great to ear!
it was on day 3 that I started to see different, like a 3D kind of vision :) and feel the smells with a different intensity
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day 4 was the hardest. sleeping bad, felt zombie, white tongue, tired, its the acidity coming up and the detox signs coming up, all turns very emotional and you don't really understand why you are doing it...
but the next day was the revelation. I woke up great and full of energy. I realçly felt the detox feeling and my skin was just amazing. 6 days without solids and just green juices, no sugar. my body said thank you. I recommend. 

*one love*

freindsforlife#tribute#magic#sisterhood#yoga

18.3.14
já faz 1 mês que saí de mysore. sinto agora uma maior distância física, começamos a esquecer os cheiros, os sons, o sabor da comida. mas a presença emocional continua forte e bem enraizada, bem segura por mula bhanda :) Foi uma revelação, de tal forma que me mudou os planos de vida. Decidi ficar mais um ano em Bali, com a concordância do meu marido, que já queria de qualquer maneira.
A primeira razão, voltar à Índia! a segunda, o ter conhecido uma das mulheres mais incríveis e lindas, criativa, inspiradora, uma sister, daquelas :) a Louise Luz, brasileira de Floripa, do mundo, da beleza, do lado bom, do mar, das cores. uma linda fadinha. é professora de yoga há mil anos mas é também designer de moda, vejam as coisas lindas que faz e desenha! 
e não é verdade que parecemos irmãs? adoro esta foto.




Conheci-a de uma forma que nunca vamos esquecer. acabada de chegar a Mysore, tinha uns nomes na carteira, o Ganesh que me ia dar casa, e pouco mais. Depois de uma viagem de mais de 40 horas e muito pouco dormida tinha chegado a Mysore às 5 da manhã, exausta... a única coisa que queria de facto fazer, para além de ter uma refeição!, era inscrever-me no shala. Lá fui ao início da tarde e a Usha (secretária do Sharath) mal entro faz-me 2 ou 3 perguntas e manda-me entrar logo a seguir a outra menina. O Sharath faz também as perguntas de conveniência e qualquer coisa fez-nos olhar uma para a outra... «mas tu falas português!» e ali começou a história de um re-encontro lindo depois de alguns desencontros durante as vidas.... 
Logo percebemos que «este encontro foi marcada, há muito tempo pelas duas», como ela me escreveu, muito mágico. conhecemo-nos em frente ao Sharath, os 3 numa sala de 3 metros quadrados,  como se aquele momento que não seria mais do que um pro-forma tomou forma e ganhou uma luz imensa que iria organicamente crescer. 
a partir daí fomos sempre as duas. fomos amigas, companheiras, rimos muito, confidenciamos, partilhamos as novidades todas desta vida, eu nasci no dia 16.09.1076 ela no dia 19.06.10976. os irmãos dela fazem anos no dia das minhas filhas, temos Bali em comum, o yoga, o amor pela vida, e a nossa lusofonia. somos irmãs de coração, «das que se escolhem», como ela dizia o tempo todo. 
uns momentos aqui registados.
*

Toda a gente pensava que nos tínhamos conhecido desde sempre, ela foi portuguesa, eu brasileira.. e todos se espantavam que não nos tínhamos encontrado antes... bom lá está, nesta vida :) foi mysore que nos uniu, praticantes de há uns anos, nunca tínhamos ido à escola mãe, à fonte. e chegámos as duas no mesmo dia depois de tantos anos a pensar fazer esta viagem, não há coincidências.
*
queria agradecer-te, de qualquer maneira sweet soul sister, como dizes ;) é o verdadeiro yoga, a união, somos um. este é um pequenino tributo a ti Louise. 
Lu agora deixaste tu Mysore. 
que voltaste ao teu Brasil lindo, vai contando novidades sim? Lembra-te do nosso plano cósmico! 
adoro-te.

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one month after arrived from mysore I feel the physical distance growing... i start to forget the sounds, the smells, the taste of the magic food... but the emotional presence of the trip is still very rooted and engaged! looked with mula bandha ;) it was so important this trip that it even changed my life plans. we will stay another year in Bali. 
first because i just want to go back to India! and then because I met this amazing woman, Louise Luz, who was an inspiration, a brasilian girl, yogini, from the world, the beauty, the good side, the sea, the colours.
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I met her in a way we will never forget. just landed in mysore after a 40 hour trip, little sleep.. at 5 am in the morning... after a couple of hours in bed I woke up and just went to the mission of the day, to register in the shala. I arrive there and Usha just asked me a couple of questions and told me to go in. Sharath was there and also asked some quick questions... there was a girl seating next to me... something made us look at each other... «do you speak Portuguese?» and there it started a story of a re-connection that came from other lives...
we knew this meeting had been planned ages ago, as she said, very magical. we meet in front of Sharath, the 3 in a 3 square meter room, and out of a normal meeting it turned to be an enlightenment :)
after that moment we were always 2. we where best friends, girls, we laughed, we talked, we told all the news from lives, all the things in common we have, including Bali, yoga, love of life, our luso roots. we are soul sisters, «the ones you choose», as Louise always said. 
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no one could believe we had only meet on mysore (in this life, of corse ;)... Lou was Portuguese, I was Brazilian... incredible and unforgettable time and circumstance. happy moments full of love and laughter. 
I wanted to thank you Lou. we are a sweet soul sister, as you always called, this is yoga, union, we are one. this is a small tribute to you. 
now that you left mysore and is back to your beautiful Brasil, think about the big cosmic plan we have. 
love you.


*love and spiritual connections*